Seja bem vinda (o) ao blog da Profª Dra. Regiane Souza Neves

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PLANEJANDO O FUTURO - Orientação Vocacional para adolescentes e jovens.

Escrito por: Regiane Souza Neves.

A orientação vocacional e profissional ajuda na construção de autoconhecimento e informações de cursos e profissões como esclarecimentos de quem se é e aonde se deseja chegar, a busca da identidade ocupacional e o projeto de vida. Para o adolescente ou jovem, a orientação nesta etapa da vida pode ser muito importante, uma vez que muitos dos atendidos não tem objetivos pré definidos, podendo desviar-se de planos e projetos para o futuro, como é o caso de gravidez na adolescência, uso de drogas, entre outros.
Enfoques teóricos, técnicos e metodológicos de atendimento, tanto no nível individual como no grupal institucional. Utilização e instrumentos de diagnóstico em processos dinâmicos de intervenção na área.
A orientação vocacional visa contribuir com os sujeitos que apresentam dificuldades de escolha, possibilitando assim, facilitar este momento importante em seu desenvolvimento e projeto de vida. É um campo partilhado e interdisciplinar, une particularmente três vertentes:
v  a psicológica (pessoas que colocam problemas, duvidas, crises em seus projetos de vida estudantil ou de trabalho);
v  a pedagógica (pessoas que necessitam aprender acerca de si mesmas, informar-se sobre dados da realidade educacional e ocupacional, aprender a fazer projetos e a colocá-los em prática, escolher, imaginar, decidir).
v  a psicopedagógica (adolescente e jovens no processo educativo e de aprendizagem, cooperando com ambos e não apenas suprindo suas carências).

A prática em Orientação Vocacional/Profissional

Grande parte das questões que bloqueiam a processualidade das práticas de formação nas quais nos inserimos estão presentes nas instituições universitárias, entre as quais a atualização de modelos universais, a naturalização da realidade social, o especialismo cientificista, traduzidos em um conjunto de técnicas a serem aplicadas. A pesquisa-intervenção vem viabilizando trabalhos de campo que colocam em análise as instituições que determinam a realidade sócio-política e os suportes teórico-técnicos, construídos no território educacional. Não há, portanto, o que ser revelado, descoberto ou interpretado, mas criado. Com efeito, por intermédio de uma abordagem micropolítica das produções coletivas, constatamos que a realidade social resiste aos quadros formulados a priori, às categorias gerais bem delimitadas, aos modelos já circunscritos que não conseguem mais explicar as condições da mulher, da família, da infância, dos excluídos, instaurando-se o desafio de uma teorização permanente.
            Dependendo de como concebemos o lugar ocupado pela profissão na vida de alguém, a relação homem-trabalho-sociedade, os múltiplos determinantes da escolha e o peso que lhes atribuímos, as indagações que nos faremos a respeito do objeto de intervenção serão diferentes.
            Partindo do trabalho de diversos estudiosos e de nossas experiências, entendemos que o objeto de estudo e de intervenção em OV/P consiste na identidade profissional, a qual não remete apenas ao “o que fazer” – enquanto conjunto de tarefas ocupacionais pré determinadas – mas, ao “quem ser e quem deixar de ser”, integrando-se à identidade pessoal mais ampla. Pensamos que a identidade profissional consiste em uma posição subjetiva diante da vida, do mundo e de seu papel nesse mundo. Tal posição é construída através das relações interpessoais e deriva de uma série de princípios, valores e posturas – ora reconhecidos, ora desconhecidos pelo sujeito – os quais, ao serem articulados com o ideal de cada um, constituirão um projeto de vida. 
            Para que a OV/P obtenha bons resultados dentro da instituição é importante que tanto a instituição quanto o orientador tenham claros os objetivos.  Os procedimentos são criados de acordo com o contexto e com o que se quer com ele. Sempre levando em consideração o objetivo central da OV/P, que é de instrumentalizar a escolha e a construção da identidade profissional, pela via do autoconhecimento e da articulação entre o conhecimento dos aspectos implicados no mundo do trabalho e o universo subjetivo de cada orientando.
            Ao se trabalhar com a idéia de um projeto de vida, e não simplesmente com a de um curso a ser escolhido por ocasião do vestibular, oferece-se ao orientando a oportunidade de exercer um papel comprometido e responsável, tanto na construção de seu destino individual quanto no da comunidade em que se insere.
            No contexto da escola caberia propor alguns outros objetivos igualmente relevantes, como:
v  oportunizar a análise dos mitos concernentes ao sucesso ou fracasso;
v  favorecer e exercitar o processo de escolha, de tomada de decisões, em uma comunidade que geralmente representa a si própria como não tendo escolha;
v  contribuir para o desenvolvimento de uma postura ativa na busca de informações;
v   propiciar a reflexão acerca das relações homem-trabalho-sociedade, favorecendo a compreensão do papel social que cada profissional exerce em um determinado cenário.
Convém sempre oferecer uma estimativa acerca das expectativas que se tem e das possibilidades com que se conta para poder concretizá-las. Nesse sentidos devemos deixar claros alguns pontos:
v  quanto maior a participação da escola, maior os resultados;
v  estabelecer as expectativas quanto aos resultados;
v  o número de vagas disponíveis para o atendimento, horários definidos;
v  divulgar os benefícios para os alunos e para a própria escola;
È proveitoso perguntar sobre a escola, os professores, as atividades curriculares e extracurriculares desenvolvidas, a clientela e a comunidade mais ampla, fazer um reconhecimento prévio da cultura institucional, da psicodinâmica e de seu funcionamento.
O processo de inscrição é realizado através de um formulário contendo seus dados pessoais. O acompanhamento no momento da inscrição permite a observação de alguns aspectos interessantes como, por exemplo, quem a faz sozinho ou acompanhado por um grupo de colegas.
A realização de entrevistas individuais é fundamental para a formação dos grupos e atende os seguintes objetivos:
v  favorecer a aproximação entre os alunos e o orientador profissional;
v  reapresentar a proposta de OV/P, elucidando eventuais duvidas;
v  analisar a demanda para OV/P e o estágio de escolha em que o aluno se encontra;
v  possibilitar a distribuição equilibrada de orientandos em cada grupo;
v  conhecer um pouco sobre o universo de cada entrevistado;
v  verificar a necessidade de encaminhamento para psicoterapia;
v  investigar a adequação de OV/P para cada orientando.
Consideramos importante conversar com o orientando a respeito de alguns aspectos, tais como:
v  a razão e sua vinda e suas expectativas com relação a OV/P;
v  o conhecimento e a experiência prévia que ele possui;
v  os receios e as angustias relacionados ao futuro profissional;
v  suas representações a cerca de trabalho/sucesso/fracasso;
v  seu momento quanto a escolha profissional;
v  sua escolha vista pelos outros;
v  expectativas com relação a si próprio;
v  o que é licenciatura, bacharelado, tecnólogo;
v  expectativas com relação ao orientador vocacional/profissional.
A realização e a duração dos encontros podem ser semanais com 01h30min cada, deverá ter as seguintes temáticas e objetivos:
v  apresentação pessoal e integração dos orientandos;
v  o processo de escolha e de tomada de decisões;
v  o olhar para dentro de si e para fora.
Existe uma rica bibliografia referente as técnicas especificas de OV/P. Para uma intervenção bem sucedida, podemos utilizar:
v  questionários individuais;
v  vivencias individuais voltadas ao passado e ao futuro;
v  redação de uma carta aos pais falando da escolha;
v  dinâmicas de integração grupal;
v  dinâmicas de despedida;
v  colagens, esculturas, trabalho com argila, cartazes, construção de histórias;
v  técnicas individuais e grupais direcionadas ao reconhecimento das habilidades pessoais dos orientandos, correlacionando-os aos diferentes perfis ocupacionais;
v  jogos voltados as profissões e discussão de material informativo correlato;
v  role-playing do papel profissional e de entrevistas com profissionais.
É importante incentivar os orientandos em realizar visitas as faculdades e aos cursos de seu interesse, bem como, em outros cursos.
A avaliação do processo de OV/P é feita continuamente. Durante os encontros é preciso resgatar os objetivos e os papéis de cada um do grupo. Nesta ocasião é feita uma avaliação do processo para poder retomá-lo às vezes em outras perspectivas.
O trabalho junto as escolas poderá ser intensificado.
A abordagem psicopedagógica, visa atender as demandas do momento histórico do individuo, para que possa aprender a selecionar, a escolher e a decidir a profissão que quer e pode ter, de que modo e em que contexto. Representa uma intervenção que está centrada no planejamento por objetivos, incluindo etapas e metas.
Nos últimos anos, tem crescido substancialmente a procura por OV/P, seja pelos adolescentes ou suas famílias, ou mesmo por escolas preocupadas em assistir seus alunos no processo de escolha profissional. Podemos considerar que essa intensificação da demanda seja reflexo de uma grande ampliação das possibilidades de escolhas, característica do atual momento, bem como das profundas e rápidas transformações na realidade ocupacional, ainda que estes fatores não constituem explicações exaustivas do fenômeno.
Orientar jovens e adultos na escolha supõe um referencial teórico e prático por parte do orientador, sua formação exige uma prática supervisionada na condução de processos tanto individual quanto em grupo.

Obs.: A orientação vocacional pode ser realizada individualmente ou em grupo, em escolas (como foi a sugestão do artigo), clínicas, hospitais, empresas, sindicatos, igrejas, ou seja, em qualquer lugar favorável a desenvolver um ambiente de apoio mútuo, com estímulos, onde não apenas os orientadores, mas também o próprio grupo atue como facilitador na elaboração de suas questões individuais em relação à tomada de escolha profissional.



Referências Bibliográficas


AGUIAR, K. F. e ROCHA, M. L. Práticas Universitárias e a Formação Sócio-política. Anuário do Laboratório de Subjetividade e Política, nº 3/4,1997, pp. 87-102.

BARROS, R. D. B. Grupos: a Afirmação de um Simulacro. Tese de doutorado, Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, São Paulo, 1994a.

BOHOSLAVSKY, Rodolfo. Orientação vocacional: a estratégia clinica; tradução de José Maria Veieije Bojart; revisão e apresentação: Wilma Milan Alves Penteado. São Paulo, Martins Fontes, 1977.

LOURAU, R. Análise Institucional e Práticas de Pesquisa. In: H. B. C. Rodrigues (Org.), René Lourau na UERJ. Rio de Janeiro: UERJ, 1993, pp. 7-114.

ROCHA, M.L., GOMES, L.G.W. e LIMA, I.C. Gestão do Trabalho e os Desafios da Saúde na Educação. In: A.M.B. BOCK (org.) Psicologia e Compromisso Social. São Paulo: Cortez, 2003, pp. 129-141. 

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