Seja bem vinda (o) ao blog da Profª Dra. Regiane Souza Neves

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TDHA - Pesquisa revela que no Brasil, mais de 900 mil crianças possuem Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade


Pelo menos 912 mil crianças brasileiras de 5 a 12 anos - o equivalente a 3,3% da população infantil, segundo o IBGE - possuem Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), mas nunca trataram. Outros 625 mil menores, 2,3% do total, nem sabem que têm a doença.
Esse é o resultado de um estudo realizado por psiquiatras e neurologistas da Universidade de São Paulo (USP), da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), do Albert Einstein College of Medicine, nos Estados Unidos, e do Instituto Glia em Neurociência de Ribeirão Preto (SP). O neurologista Marco Antonio Arruda, de Ribeirão Preto, é um dos coautores do estudo. 
A pesquisa avaliou uma amostra composta por 6.303 crianças nessa faixa etária em 87 cidades brasileiras, através de questionários aplicados aos pais e professores. A conclusão, apesar de ainda não ter sido publicada, já foi apresentada e premiada em congressos internacionais sobre TDAH.
Os índices preocupam os especialistas na medida em que o distúrbio pode prejudicar as relações sociais e a realização de atividades consideradas simples, porque os pacientes têm muita energia, não conseguem ficar parados ou tomar decisões importantes, têm risco sete vezes maior de sofrerem acidentes domésticos e nove vezes mais chances de serem hospitalizadas por contusões e fraturas, do que jovens da mesma idade que não possuem a doença.
Sintomas
O TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade) é caracterizado por uma disfunção no córtex pré-frontal, parte do cérebro responsável pela tomada de decisão, planejamento de ações e controle das emoções. Os sintomas do distúrbio são desatenção, dificuldade de planejar, montar estratégias e controlar as emoções, falta de organização, hiperatividade e impulsividade. Esses sintomas se combinam em graus diferentes de um paciente para outro. Nas meninas, esses dois últimos não aparecem muito porque são características mais ligadas ao sexo.
Os sintomas devem aparecer em todas as situações da vida da criança e não apenas em um único contexto. A confusão está justamente no diagnóstico, porque ele deve ser feito através de diversos critérios clínicos  e especialistas, como: neurologista, psiquiatra, psicopedagogo etc. O TDAH não é um problema apenas de sala de aula. Nem toda criança que não para quieta tem TDAH. 
Tratamento
Ao contrário do que se imagina, o tratamento para TDAH deve ser feito com uso de anfetaminas e estimulantes. Os neurologistas explicam que a ministração de calmantes causa o efeito contrário, ou seja, a criança se torna ainda mais hiperativa. 
O tratamento deve ser individualizado e contar com o apoio de uma equipe multidisciplinar formada por psicopedagogos, psicólogos, educadores, fonoaudiólogos, entre outros profissionais.
Apesar de o distúrbio ser herdado geneticamente, o diagnóstico precoce aumenta as chances de cura. 


Tratamento em equipe
O diagnóstico e o tratamento definitivos exigem uma vasta equipe de profissionais, já que são unicamente clínicos. Uma vez determinado, os médicos passam a investigar a história e o desenvolvimento do transtorno. Alguns exames, como o eletroencefalograma, também contribuem para o diagnóstico, uma vez que descartam outras doenças cerebrais ou neurológicas.
O caminho até chegar nestes médicos geralmente passa pela escola, pediatra, psicopedagogo, psicólogos, fonoaudiólogos e só daí pelos psiquiatras – mas todos estes profissionais devem ser envolvidos no tratamento da criança.
Em alguns casos, é recomendado o uso de medicamentos. Uma pesquisa recente da Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo divulgou que o Brasil é segundo maior consumidor da Ritalina no mundo. Entre 2000 e 2008, as vendas do remédio aumentaram 1,65% em todo o país.
A Ritalina é receitada para crianças e adolescentes que tenham baixo desempenho na escola ou que não consigam se comportar. Alguns estudos mostram que, quando utilizado por um longo período, o medicamento pode causar dependência química.
O superdiagnóstico do problema pode ter levado a este aumento nas vendas. A recomendação da APA (Associação Americana de Psicologia) é que todos os profissionais que lidam com a educação e comportamento da criança se envolvam no tratamento, e não busquem apenas uma saída para cuidar desta criança.
Referência:
http://g1.globo.com/sp/ribeirao-preto-franca

Artigo escrito por: 

Dra. Regiane Souza Neves


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