Seja bem vinda (o) ao blog da Profª Dra. Regiane Souza Neves

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EVOLUCIONISMO CULTURAL


O ser humano evolui conforme a transformação da espécie. Uma espécie consome a outra e altera a vida no planeta, pois as espécies em evolução se aperfeiçoam. Toda a humanidade passa por ciclos e sua cultura atravessa uma série de estágios sucessivos.

Quando falamos em evolução, o primeiro nome que nos vem à cabeça é Darwin, mas não menos importante foi Lamarck, biólogo e fundador da teoria da evolução.

Já na antiguidade clássica existiram pensadores como Marco Aurélio, Hesíodo e Lucrécio que foram homens preocupados com a sua origem, ou seja, com a origem do homem e do universo. No séc. 14, surgiu o árabe Ibn Khaldun com a teoria da evolução social em espiral. Enquanto a ciência progredia de um lado, a revolução industrial padronizava a produtividade e a capacidade para baratear mão-de-obra de outro lado. Após o Iluminismo surgiram vários representantes como: Auguste Comte, falava de um estado primitivo ou teológico, de um intermediário que denominou de metafísico e de um científico, para ele as sociedades atravessam estes três estados; Saint-Simon, distingue três fases da atividade mental: a conjetural, a semiconjetural e a positiva, através da qual deve passar toda a humanidade; Herbert Spencer, elaborou a própria teoria da evolução social antes da publicação de Wallace e Darwin; Henry Maine, estudou a evolução da organização social e acreditava que a família patriarcal teria sido a forma mais primitiva; Tylor, foi o pai da etnologia e o primeiro a sistematizar o estudo da cultura, foi responsável pela conceitualização do termo “cultura” distinguindo-o do de “raça”; James Frazer, conseguiu popularizar a antropologia social e postulou três etapas da evolução pelas quais passa todas as sociedades: magia, religião e ciência, considera a natureza como  uma série de acontecimentos que se desenvolvem em uma ordem invariável sem a intervenção de um agente pessoal, e outros.

O homem é um animal tanto quanto os outros, mas o homem produz cultura e o animal só produz atividades da sua estrutura genética. O ser humano tem a capacidade de aprender a mudar sua cultura. A cultura obedece uma dinâmica natural, a noção de unidade psíquica do homem permite que ele mais cedo ou mais tarde evolua. O evolucionismo utiliza alguns temas de estudo como: origem da cultura, sua evolução ou etapas percorridas, religião, leis, organização familiar e outros. Porém, os temas principais dos evolucionistas são as organizações religiosas e familiares.

No séc. 19, ressurgia o evolucionismo com pensadores como Stewart, Leslie White, Childe e tantos outros. Não existem grandes diferenças entre o evolucionismo primitivo e o neo-evolucionismo, apenas acredita-se que o evolucionismo não pode se aplicar a casos particulares, a perspectiva é universalista e não regionalista, no entanto, não é o que ocorre, pois uma sociedade mais evoluída sempre acha a outra incapaz, fala-se também da tecnologia e das descobertas nos últimos cem anos, o quanto tudo isso tem ajudado e influenciado a cultura humana. Para Morgan o intelecto humano é o principal causador de produção no processo cultural.  Quanto mais complexa for à organização da sociedade, mais ela terá condições de evoluir.

Referencia:

"Evolucionismo cultural: textos de Morgan, Tylor e Frazer".
Organizador: Celso Castro
Editora: Jorge Zahar Editor
Número de páginas: 127

A obra organizada por Celso Castro, antropólogo e diretor do CPDOC da Fundação Getúlio Vargas, reúne textos, escritos entre 1971 e 1908, de três autores clássicos da tradição evolucionista da antropologia: Lewis Henry Morgan (1818-1881), Edward Burnett Tylor (1832-1917) e James George Frazer (1854-1941). Na apresentação do livro, Celso Castro traz o contexto no qual esses textos foram escritos bem como notas biográficas de cada um dos autores, abordando de que maneira surgiu em cada um o interesse por temas relacionados à antropologia, como parentesco, a própria definição de cultura, religião, e que os colocaria no “panteão dos fundadores” da disciplina. Castro ressalta, ainda, a extensão e a influência da obra desses autores sobre outros, como a leitura do texto de Morgan por Marx e Engels que contribuiu para a escrita da obra desse último “A origem da família, da propriedade privada e do Estado”.

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