Seja bem vinda (o) ao blog da Profª Dra. Regiane Souza Neves

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A RELAÇÃO DO BRINCAR E JOGAR COM A APRENDIZAGEM

Por: Profª Dra. Regiane Souza Neves

Brincar na infância é importante por que:


  1. Combate a obesidade, o sedentarismo e desenvolve a motricidade. Não precisa dizer muito. Meia hora de pega-pega e amarelinha consome, respectivamente, 224 e 135 calorias.
  2. Promove o autoconhecimento corporal. Correr, pular, cair, levantar são ações que auxiliam a criança a se perceber e conhecer seus limites e potenciais.
  3. Estimula competências socioemocionais. A brincadeira é uma necessidade biológica que ajuda a moldar o cérebro e que, nos diversos contextos, fortalece as relações socioafetivas, explorando aspectos como autocontrole, cooperação e negociação.
  4. Gera resiliência. Esta é uma das mais importantes habilidades para se viver. A frustração de perder um jogo ou de o colega não querer brincar do jeito proposto pela criança irá ajudá-la a se adaptar a uma realidade inesperada, administrando melhor as decepções.
  5. Ensina o respeito ao outro. A criança aprende a ouvir, a relacionar-se, aceitando as diferenças.
  6. Desenvolve a atenção e o autocontrole. Montar um quebra-cabeça ou empilhar blocos é um desafio que, a cada vez, será melhor resolvido. Esse aprendizado é uma ferramenta para superar vários desafios na vida.
  7. Acaba com o tédio e a tristeza. Brincar dá prazer. Quantas vezes ouvimos pais falarem que a criança estava triste, chorando. Foi só começar a brincar que tudo ficou melhor. Isso significa que o brincar fortalece a saúde emocional.
  8. Incentiva o trabalho em equipe. Os jogos e brincadeiras coletivos são verdadeiras escolas de convivência, cooperação, respeito, trocas, limites, essenciais à vida e ao mundo do trabalho.
  9. Estimula o raciocínio estratégico. Jogos com regras criam impasses que são vencidos por meio da análise, da argumentação, do momento certo de agir, da avaliação do resultado. Os erros servirão como ponto de partida para novos acertos.
  10. Promove a criatividade e a imaginação. Baldes, potes, caixas nas mãos de uma criança se transformam em robôs, aviões, pessoas, casas. Por isso, estimular a criatividade com objetos simples traz mais ganhos à criança do que com brinquedos prontos e caros.
  11. Estabelece regras e limites. A criança aprende a respeitar o espaço e o limite do outro, lidando com regras, questionando-as para entendê-las ou para sugerir mudanças, postura essencial para viver pró ativamente na sociedade.

Enquanto a criança ou adolescente brinca ou joga, mobilizam-se esquemas mentais, colocam-se em movimento funções psicomotoras, estimulando o pensamento, neste momento acontecem às aprendizagens, despertando processos internos de desenvolvimento.

Os Esquemas Cognitivos, ou Esquemas Mentais, são estruturas de representação que contém categorias de organização das informações da nossa memória. Quando alguém menciona a palavra “comida”, temos uma ideia aproximada do objeto que está sendo referido.

A atividade lúdica seja ela uma brincadeira ou um jogo pressupõe o estabelecimento de relações e interações sociais, além de possibilitar o desenvolvimento de novos esquemas mentais.

Jogar possibilita a formação de atitudes essenciais ao convívio humano. Os jogos atraem pelo desafio e dificuldade. Tais dificuldades podem ser superadas por meio da ação, ajudando a reformular conhecimentos. Quando se joga várias vezes, faz com que o jogador possa compreender ações e objetivos, a fim de traçar metas e construir/reconstruir habilidades e potencializar aquilo que já aprendeu, seja na família, na escola, ou em outros ambientes sociais. 

O jogo ou a brincadeira possibilita que o individuo concretize o pensamento através da ação. Assim, ele se reconhece e se identifica, além de contribuir para a construção da personalidade do sujeito.

Através da brincadeira ou do jogo, o desenvolvimento cognitivo é aprimorado. O processo do conhecimento se dá na interação entre sujeito e objeto, esta interação Piaget (1973) chama de assimilação e acomodação.

Assimilação para Piaget (1973) é “(...) uma integração a estruturas prévias, que podem permanecer invariáveis ou são mais ou menos modificadas por esta própria integração, mas sem descontinuidade com o estado precedente, isto é, sem serem destruídas, mas simplesmente acomodando-se à nova situação”. Simplificando, o processo de assimilação é a articulação das ideias já existentes com as que estão sendo aprendidas de forma que adapta o novo conhecimento com as estruturas cognitivas existentes.

Acomodação é toda mudança de comportamento, alteração do sujeito, este só acontece quando o sujeito se transforma, amplia ou muda os seus esquemas. Esquema é a estrutura da ação, ou seja, nós vamos integrando uma determinada coisa com outra coisa que já entramos em contato anteriormente, assim vamos articulando o já conhecido com o que está sendo apresentado, mudando ou ampliando o esquema já existente.

Não há assimilação sem acomodação e vice-versa, mas pode acontecer o predomínio de uma ou de outra, para ocorrer este processo é preciso que o sujeito tenha situações problemas que desafiem sua inteligência.

Para Piaget (1973), o desenvolvimento cognitivo é dividido em quatro estágios. O estágio Sensório motor entre 0 à 24 meses, a criança vai percebendo aos pouco o seu meio e age sobre ele. O estágio Pré-operatório entre 2 à 6 anos, a criança possui uma capacidade simbólica, uso de símbolos mentais como a linguagem e imagens. O estágio Operatório concreto entre 7 à 11 anos, a criança desenvolve processos de pensamento lógico, não apresenta dificuldades na solução de problemas de conservação e apresenta argumentos corretos para suas respostas. O estágio do Pensamento formal acontece após os 12 anos, a criança ou adolescente começa ter um pensamento hipotético – dedutivo, ou seja, começa a levantar hipóteses e deduzir conclusões.

Profª Dra. Regiane Souza Neves - Doutorado e Mestrado em Saúde Mental com ênfase em Psicanálise Clínica; Pós-graduação em Docência do Ensino Superior; Pós-graduação em Gestão Escolar e Coordenação Pedagógica; Pós-graduação em Ciências Políticas; Aperfeiçoamento em Psicologia do Desenvolvimento da Aprendizagem; Aperfeiçoamento em Neuropsicopedagogia; Aperfeiçoamento em Psicologia Infantil; Aperfeiçoamento em Distúrbios da Aprendizagem; Aperfeiçoamento em Neuropedagogia; Aperfeiçoamento em Psicopedagogia: avaliação e diagnóstico; Graduação em Psicopedagogia com habilitação em Orientação Vocacional e Profissional; Aperfeiçoamento em Direito Educacional; Aperfeiçoamento em Orientação Educacional; Aperfeiçoamento em Gestão e Supervisão Educacional; Aperfeiçoamento em Direção Escolar; Aperfeiçoamento em Gestão Pública; Aperfeiçoamento em Marketing Político; Técnico em Comunicação Social (CESM - MTB 75983/SP).



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Número ISBN: 978-85-917662-0-8
Título: Desenvolvimento educacional: um olhar psicopedagógico para os problemas de aprendizagem.

Para usar como referencia: 
SOUZA NEVES, Regiane. Desenvolvimento educacional: um olhar psicopedagógico para os problemas de aprendizagem.  Souza & Neves Edições. São Paulo, 2014

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