A forma mais segura de saber se a criança está com febre


Atenção mamães, papais e educadores!

A forma mais segura de saber se a criança está com febre é usando o termômetro para medir a temperatura, e não confiar em apenas colocar a mão na testa ou na nuca, por exemplo. O termômetro de mercúrio é o mais usado e deve ser colocado na axila e não na boca. 

Quando se usa o termômetro, deve-se considerar febre quando a temperatura na axila é de 37,8ºC. Já que a temperatura de 37,5ºC é facilmente atingida quando está muito calor ou a pessoa tem muitas camadas de roupa. Nem sempre é um sinal de infecção. Inflamação, medicamentos e até excesso de sol e de agasalhos podem dar febre. Ela é um mecanismo de defesa, em que o corpo eleva a temperatura para combater agressores.

Nos casos em que a temperatura estiver ou for superior a 37,8ºC é recomendado administrar um antitérmico e à partir de 39°C ir imediatamente ao pronto-socorro. No caso de acontecer na escola, é necessário entrar em contato com os responsáveis, mas caso não consiga deve verificar na ficha de saúde preenchida pelos responsáveis qual medicamento e a quantidade que a criança esta habituada a tomar, é importante saber que qualquer medicação apenas poderá ser administrada sob prescrição de um médico, após os cuidados necessários continuar medindo a temperatura e informar os responsáveis pelo ocorrido. Assim como medicamentos devem ser administrados sob orientação médica, não é recomendável dar banho na criança para baixar a temperatura, pois deve-se procurar orientação médica para isso também.

É extremamente necessário se preocupar com a temperatura no caso de febre alta, pois isso pode provocar convulsões ou colocar em risco a vida da criança ou adolescente.

No caso das escolas, sou totalmente à favor de termos uma lei que dispõe sobre a obrigatoriedade de enfermeiros nas unidades escolares para a prevenção e prestação de primeiros socorros e educação em saúde coletiva. Assim como, também, defende o COREN Conselho Regional de Enfermagem de SP no Parecer n°012/2013, que dispõe sobre atuação da enfermagem e administração de medicamentos em creches e escolas. Com certeza, este profissional tornaria as situações básicas emergenciais menos angustiantes tanto para alunos quanto para professores. 


Dra. Regiane Souza Neves - Tem 42 anos, é casada com o Jornalista Marcelo Neves há 20 anos, mãe de Bruno 18 anos e Allan 17 anos. É doutora e mestra em psicanálise; psicopedagoga e neuropsicopedagoga; psicomotricista; neuropsicóloga; orientadora vocacional; especialista em educação, inclusão, legislação educacional, saúde mental e políticas públicas. Técnica em magistério público e comunicação social. Atua há 25 anos na área da educação onde foi auxiliar de sala, professora, coordenadora e diretora, sendo que nesta última função permaneceu por 19 anos. Também atua há 10 anos na área de psicoterapia e análise comportamental e institucional. Está devidamente cadastrada no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, para atuar como Perita Judicial e Extrajudicial, nas suas áreas de conhecimento técnico-científico. Atualmente, coordena e ministra aulas em programas de pós-graduação e, além de atender clinicamente, também realiza consultoria educacional para várias instituições de ensino e órgãos públicos. Tem 11 livros publicados com 56 selos de recomendações de importantes instituições. Realiza palestras, treinamentos, cursos, workshops, seminários, colóquios, conferências, mesas redondas e congressos. Desde 2013, é mantenedora e diretora do CEADEH Centro de Estudos Avançados em Desenvolvimento Educacional e Humano. Foi presidente nacional da ABRAPEE Associação Brasileira de Profissionais e Especialistas em Educação, no período de 2013 à 2018. Dedica-se a causas sociais e se tornou Embaixadora no Brasil de uma campanha mundial, durante o período de 2015 à 2018. Recebeu 27 prêmios e homenagens nacionais e internacionais.

Imagem: Google