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A Coordenação motora


Chamamos de Coordenação motora a capacidade de coordenação de movimentos decorrente da integração entre comando central (Cérebro) e unidades motoras dos músculos e articulações. Classifica-se a coordenação motora em três grupos:

1. Coordenação motora geral: é a capacidade de usar de forma mais eficiente os músculos esqueléticos (grandes músculos), resultando em uma ação global mais eficiente, plástica e econômica. Este tipo de coordenação permite a criança ou adulto dominar o corpo no espaço, controlando os movimentos mais rudes. Ex: Andar, Pular, rastejar, etc.

2. Coordenação motora geral específica: permite controlar movimentos específicos de uma atividade. Ex: Chutar uma bola (futebol), bandeja (basquete), etc.

3. Coordenação motora fina: é a capacidade de usar de forma eficiente e precisa os pequenos músculos, produzindo assim movimentos delicados e específicos. Este tipo de coordenação permite dominar o ambiente, propiciando manuseio dos objetos. Ex: recortar, lançar em um alvo, costurar, escrever, digitar, etc.

Para que haja um trabalho de coordenação é necessário que se tenha um canal de entrada de informações (input) e um canal de saída para execução (output) dos comandos vindos do cérebro. O canal input é preenchido pelo sistema receptor, ou seja, os sentidos visual, tátil, sinestésico, auditivo, e vestibular. Enquanto que o canal output é composto pelo Sistema Locomotor completo (membros superiores, membros inferiores e tronco).

Há muitos objetos ou atividades que podem favorecer no desenvolvimento motor das crianças, como por exemplo: brinquedos de estimulação psicomotoras, playgrounds, piscina etc. Os brinquedos possibilitam o trabalho com cores, formas geométricas, sensibilidade motora, habilidades de coordenação motora, equilíbrio e muita disposição física. O movimento é concebido como uma experiência que parte da segurança da criança em si própria rumo a sua crescente possibilidade de atuação prática no mundo. É um momento muito divertido e descontraído, onde as crianças se sentem “livres” para construir situações imaginárias que possibilitam seu desenvolvimento em diversos esquemas motores.

Enfim, espero ter colaborado com algumas de suas dúvidas. Se você se interessou sobre o assunto ou quer entender melhor as dificuldades do seu filho ou aluno, entre em contato e agende uma sessão de orientação. Para profissionais da psicopedagogia que necessitam de auxilio para diagnóstico e intervenção adequada, realizo supervisão nos seus atendimentos. 

Você pode usar esse texto em seu trabalho acadêmico de graduação ou pós-graduação, desde que utilize a seguinte referência, pois o mesmo possui direitos autorais:  
SOUZA NEVES, Regiane. Desenvolvimento educacional: um olhar psicopedagógico para os problemas de aprendizagem.  Clube de Autores. 2ª edição. São Paulo, 2017


Prof. Dra. Regiane Souza Neves - Atua há 26 anos na área da educação onde foi professora, coordenadora pedagógica e diretora, sendo que nesta última função permaneceu por 15 anos como diretora na educação básica e está há 7 anos como diretora do CEADEH Centro de Estudos Avançados em Desenvolvimento Educacional e Humano (escola de formação continuada para educadores). Também atua há 11 anos em clínica como neuropsicopedagoga, neuropsicologa, psicopedagoga, psicomotricista e psicanalista, onde realiza diagnósticos para transtornos do neurodesenvolvimento como TEA, TDAH, TOD entre outros. Há 20 anos atua em estudos e desenvolvimento de políticas públicas.