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A política como fator decisivo na vida da mulher

Este texto faz parte do livro:
SOUZA NEVES, Regiane. Representatividade Feminina: Conhecer para Transformar. Clube de Autores. 1ª edição. São Paulo, 2018



Falar sobre representatividade feminina dentro da política brasileira é falar sobre uma intensa luta por direitos que perdura até os dias atuais. Foram necessários uma série de lutas, documentos e até mesmo violência para que, no Brasil, a mulher tivesse o mesmo direito que o homem na esfera política.

Em setembro de 1995, foi realizada a IV Conferência Mundial sobre a Mulher, na cidade de Pequim, com representantes de 184 países. Dessa conferência, dois acordos importantíssimos foram firmados pelos países: a Declaração de Pequim e a Plataforma de Ação. Pela Declaração de Pequim, os governos reconheceram a situação das mulheres, em que desigualdades persistem e que eram grandes impedimentos para o bem-estar dos povos. 

Assim, os governos comprometeram-se em adotar medidas efetivas que combatam as desigualdades. Já na Plataforma de Ação, os países assinaram um documento que contém um conjunto de medidas visando eliminar os obstáculos que impedem implantação da cidadania feminina, e surgem como um obstáculo na efetivação da participação da mulher na vida pública e privada. 

Nesse documento, 12 áreas críticas foram indicadas:

1. Pobreza

2. Educação e capacitação

3. Saúde

4. Violência

5. Conflitos armados

6. Economia

7. Exercício do poder

8. Mecanismos institucionais para a equidade

9. Direitos Humanos

10. Meios de comunicação

11. Meio ambiente

12. Abuso

No dia 8 de março, o mundo inteiro celebra o Dia Internacional da Mulher. Essa data comemorativa remete à luta das mulheres por igualdade e combate à violência, opressão, machismo, preconceito e discriminação.

Toda mulher, em cada canto do mundo, tem a sua história para contar e sua luta pessoal. Porém, existem aquelas que buscam inspirar outras mulheres a lutar pelos seus direitos, seja por meio da literatura, dramaturgia, ciência e política. 

A ação direta da mulher em sua comunidade contribui para construção de uma cidadania participativa. A mulher só se envolve quando é considerada sujeito de sua ação, empenhando seu potencial para criar e assumir responsabilidades. 

Na medida em que se torna agente de transformações, ela pode desenvolver sua autonomia, melhorar sua autoestima e contribuir para o fortalecimento social, inclusive fortalecendo outras mulheres.


Dra. Regiane Souza Neves - Tenho 42 anos, estou casada com o Jornalista Marcelo Neves há 20 anos, mãe de Bruno 18 anos e Allan 17 anos. Sou doutora e mestra em psicanálise, psicopedagoga e neuropsicopedagoga, especialista em educação, inclusão, legislação educacional, saúde mental e ciências políticas. Técnica em magistério público e comunicação social. Atuo há 25 anos na área da educação onde fui auxiliar de sala, professora, coordenadora e diretora, sendo que nesta última função permaneci por 19 anos. Também atuo há 10 anos na área de psicoterapia e análise comportamental e institucional. Estou devidamente cadastrada no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, para atuar como Perita Judicial e Extrajudicial, nas minhas áreas de conhecimento técnico-científico. Atualmente, coordeno e ministro aulas em programas de pós-graduação e, além de atender clinicamente como psicopedagoga, psicanalista e orientadora vocacional, também realizo consultoria educacional para várias instituições. Tenho 11 livros publicados com 56 selos de recomendações de importantes instituições. Realizo palestras, treinamentos, cursos, workshops, seminários, colóquios, conferências, mesas redondas e congressos. Desde 2013, sou mantenedora e diretora do CEADEH Centro de Estudos Avançados em Desenvolvimento Educacional e Humano. Fui presidente nacional da ABRAPEE Associação Brasileira de Profissionais e Especialistas em Educação, no período de 2013 à 2018. Dedico-me a causas sociais e me tornei Embaixadora no Brasil de uma campanha mundial, durante o período de 2015 à 2018. Desde 1998, trabalho com empoderamento feminino através de ações afirmativas, fomento de políticas públicas e formação política para mulheres, sou Cofundadora e Coordenadora Geral do Movimento Mulher Conquista Osasco. Durante o período de 2012 à 2018, fui membro do Fórum Nacional de Políticas Públicas para Mulheres e, membro do Fórum Nacional de Mulheres de Partidos Políticos da Presidência da República. Recebi 25 prêmios e homenagens nacionais e internacionais.

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