Agradecemos por seguir este blog. Você é o seguidor de número:

Ações Afirmativas para a Participação da Mulher na Política e a Igualdade de Gênero

Este texto faz parte do livro: 
SOUZA NEVES, Regiane. Representatividade Feminina: Conhecer para Transformar. Clube de Autores. 1ª edição. São Paulo, 2018


A Constituição Federal de 1988 consagrou o princípio constitucional da igualdade, afirmando no caput do artigo 5º, no capítulo que trata dos direitos e garantias fundamentais, que “todos são iguais perante a lei”, e reafirmando no inciso primeiro do referido artigo que “homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações”.

A Carta Magna estabeleceu ainda como um dos objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil “promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação”.

Contudo, mesmo reconhecendo os avanços, a igualdade preconizada ainda está longe de ser uma realidade nas mais diversas áreas de nossa sociedade, seja no âmbito familiar, no campo profissional, e em especial na política, onde somos preteridas, apesar de representar a maioria do eleitorado.

A efetividade do princípio constitucional da igualdade, ou pelo menos a redução das desigualdades historicamente acumuladas, somente será possível através de políticas e ações afirmativas.

A propósito, a instituição de cotas que garantem vagas para mulheres no sistema político é um bom exemplo de ação afirmativa que objetiva o aumento da participação feminina na política partidária.

A participação feminina nos espaços de poder é necessária para o aperfeiçoamento e a consolidação da democracia e apesar dos avanços já constatados, muito ainda há o que ser feito para mudar o quadro atual da pouca presença de mulheres na esfera político-partidária no Brasil e superar a desigualdade de gênero na política.

Na minha visão esta mudança deve começar pela escola. Nada melhor e mais eficaz que transformar esta mazela social através da educação.

Educação para a igualdade de gênero

Como meio privilegiado de socialização, a escola tem como missão promover a igualdade de oportunidades e educar para os valores do pluralismo e da igualdade entre homens e mulheres. Significa que todas e todos somos iguais e temos os mesmos direitos. Na Igualdade de gênero, todas as pessoas são valorizadas e, meninos e meninas aprendem desde cedo que nenhum é superior ao outro.

Mas o que é gênero, então? Gênero é uma palavra usada para entender como ser homem e ser mulher são construções da história e da cultura. Na prática, quer dizer que todas as crianças podem brincar de todas as brincadeiras, sem que sofram preconceito. Brincar de boneca, por exemplo, ajuda a aprender a cuidar dos outros, uma questão importante para garantir bons pais e mães no futuro. 

Em 2015, vimos uma grande campanha pela retirada do termo “gênero” dos Planos de Educação de estados e municípios. Mas o que isso significa? Os Planos de Educação são documentos que estabelecem metas e orientações para as escolas brasileiras pelos próximos 10 anos. Entre elas está a proposta de superação das desigualdades educacionais “com ênfase na promoção da igualdade racial, regional, de gênero e de orientação sexual” e a implementação de “políticas de prevenção à evasão motivada por preconceito e discriminação racial, por orientação sexual ou identidade de gênero, criando rede de proteção contra formas associadas de exclusão”. Ou seja, o debate de gênero nas escolas visa uma escola mais inclusiva e com menos preconceitos! As escolas, além de refletirem a diversidade da sociedade brasileira – de etnia, religião, orientação sexual, classes, etc. – devem ser um espaço transformador, onde as futuras gerações aprendam a conviver e respeitar essas diferenças. 

Promover a igualdade de gênero não significa anular as diferenças, mas garantir que a escola seja um espaço democrático onde essas diferenças não se transformem em desigualdades.

Alguns números de uma sociedade que não educa para uma igualdade de gênero: 
  • POLÍTICA - As mulheres representam 52% dos eleitores; nesta legislatura (2014-2018), apenas 51 mulheres tomaram posse na Câmara dos Deputados (menos de 10%) e somente 5 foram eleitas para o Senado Federal; num ranking sobre representação feminina no Parlamento, o Brasil ocupa a 156º posição entre 188 países avaliados.
  • FEMINICÍDIO (assassinato de mulheres por questões de gênero) - 5.664 mulheres morrem por causas violentas a cada ano; 472 a cada mês; 15,52 a cada dia; uma a cada hora e meia; a maior parte das vítimas são negras (61%); o Brasil é o 7º país com maior número de feminicídios numa lista de 84 países. 

Dra. Regiane Souza Neves - Tenho 42 anos, estou casada com o Jornalista Marcelo Neves há 20 anos, mãe de Bruno 18 anos e Allan 17 anos. Sou doutora e mestra em psicanálise, psicopedagoga e neuropsicopedagoga, especialista em educação, inclusão, legislação educacional, saúde mental e ciências políticas. Técnica em magistério público e comunicação social. Atuo há 25 anos na área da educação onde fui auxiliar de sala, professora, coordenadora e diretora, sendo que nesta última função permaneci por 15 anos. Também atuo há 10 anos na área de psicoterapia e análise comportamental e institucional. Estou devidamente cadastrada no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, para atuar como Perita Judicial e Extrajudicial, nas minhas áreas de conhecimento técnico-científico. Atualmente, coordeno e ministro aulas em programas de pós-graduação e, além de atender clinicamente como psicopedagoga, psicanalista e orientadora vocacional, também realizo consultoria educacional para várias instituições. Tenho 11 livros publicados com 56 selos de recomendações de importantes instituições. Realizo palestras, treinamentos, cursos, workshops, seminários, colóquios, conferências, mesas redondas e congressos. Fui presidente nacional da ABRAPEE Associação Brasileira de Profissionais e Especialistas em Educação, no período de 2013 à 2018. Dedico-me a causas sociais e me tornei Embaixadora no Brasil de uma campanha mundial, durante o período de 2015 à 2018. Desde 1998, trabalho com empoderamento feminino através de ações afirmativas, fomento de políticas públicas e formação política para mulheres, sou Cofundadora e Coordenadora Geral do Movimento Mulher Conquista Osasco. Durante o período de 2012 à 2018, fui membro do Fórum Nacional de Políticas Públicas para Mulheres e, membro do Fórum Nacional de Mulheres de Partidos Políticos da Presidência da República. Recebi 25 prêmios e homenagens nacionais e internacionais.

Unidades de atendimento: Dra. Regiane Souza Neves

Unidades de atendimento: Dra. Regiane Souza Neves
OSASCO: Rua Melvin Jones, 143 - Centro de Osasco. SÃO PAULO: Atendemos em três endereços: Unidade Fradique Coutinho - Rua Artur de Azevedo, 1212 / Unidade Faria Lima - Rua Claudio Soares, 72 / Unidade Vila Madalena - Rua Paulistânia, 90. ALPHAVILLE: Alameda Araguaia, 933 - Edifício Enterprise - Alphaville/Barueri - SP

Dra. Regiane Souza Neves - Psicopedagogia e Neuropsicopedagogia

Dra. Regiane Souza Neves - Psicopedagogia e Neuropsicopedagogia
Atendimento com hora marcada em nossos endereços. Agendar pelo Whatsapp 93215-1900.

Encontro de Coordenadores

Encontro de Coordenadores
Clique na imagem e saiba mais

Movimento Mulher Conquista Osasco

CEADEH

CEADEH
Clique na imagem e acesse o site do CEADEH