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A evolução da chupeta, é o celular... Atenção, pais! Dica importante!


No último Congresso Paulista de Pediatria, foram amplamente discutidas as tendências atuais que levam pais e cuidadores a procurar meios de distrair as crianças pequenas, principalmente os bebês. Claro, que não poderiam deixar de citar o uso dos celulares e tablets. E segundo especialistas, é isso mesmo! O celular virou a nova chupeta. Mas cuidado pessoal, se não estabelecermos critérios e limites, o celular pode ser muito prejudicial durante esta fase do desenvolvimento infantil.

Segundo especialistas, o uso do celular por bebês (crianças até 2 anos), pode causar problemas visuais, tais como:
- Miopia 
- Descolamento de retina
- Catarata
- Glaucoma
- Atrofia de retina.

E estes são apenas alguns dos problemas identificados. O risco é maior quando a criança permanece mais de 30 minutos em frente a tela do celular.

Temos a oferta de diversos aplicativos focados no público de bebês (0 à 2 anos) que se dizem ser estimulantes para o desenvolvimento cognitivo. No entanto, menores de dois anos, por estarem na fase do desenvolvimento sensório motor, não deveriam ter contato com o digital, pelo menos por mais de 30 minutos, e sim, com o real. É preciso estimular atividades ao ar livre: crianças precisam ter contato com a luz do dia, brincar, correr, fazer atividade física, se sujar, tocar na terra, na areia, na água, na geleia... Enfim, crianças precisam ver o mundo de forma concreta.

Mas se não tiver jeito, caso você ache que a única solução pra distração do seu filho (a) seja algum tipo de mídia digital, é preferível a TV - desde que a criança permaneça uma distância maior de um metro, pelo menos. Isso não é o ideal, mas é preferível. A sugestão também, é que se a criança se sente mais atraída por computadores, tablets, celulares, do que pelo televisor, então estabeleça alguns critérios para o uso, como colocar limites de acesso em determinados conteúdos e regras de tempo (quantidade de horas) em que a criança poderá utilizar o equipamento. Atenção, isso é super importante para a saúde do seu filho em qualquer idade!

O bom senso é sempre um grande aliado na educação dos filhos. Sabemos que não há manual "politicamente correto", sabemos inclusive, que criar e educar filhos é um grande desafio desde sempre e que tanto pais quanto mães sempre se sentirão culpados ou pressionados no que diz respeito aos acertos e erros nesta criação. 

É importante entendermos, que passado o estágio sensório motor (0 à 2 anos), crianças que estejam no estágio pré-operatório (2 à 6 anos), além de ter contato com o mundo real, se interessam muito pelo mundo tecnológico e virtual, e isso pode ser muito favorável para o desenvolvimento cognitivo deles, uma vez que o mundo evolui rapidamente e nossa sociedade vive exatamente em função desta evolução, a busca pelo novo, pelo aperfeiçoamento e por conhecimento, nos dias de hoje, se deve muito as tendências tecnológicas. Por este motivo, tenha equilíbrio nesta questão, se por um lado deixar seu filho totalmente dependente dos equipamentos é ruim, por outro lado, deixá-lo sem ter o minimo de contato com este universo também é. Reflita... todo tipo de excesso é prejudicial. Por isso, é importante praticar o equilíbrio, seu filho pequeno precisa de estímulos, brincar ao ar livre, ter contato com o mundo real etc, mas à partir do momento que você estabelecer regras e limites, o uso de equipamentos tecnológicos também servirão como ferramentas de aprendizagem. 

Enfim, espero ter colaborado com algumas de suas dúvidas. Se você se interessou sobre o assunto ou quer entender melhor as dificuldades do seu filho ou aluno, entre em contato e agende uma sessão de orientação. Para profissionais da psicopedagogia que necessitam de auxilio para diagnóstico e intervenção adequada, realizo supervisão nos seus atendimentos. 

Prof. Dra. Regiane Souza Neves - Atua há 26 anos na área da educação onde foi professora, coordenadora pedagógica e diretora, sendo que nesta última função permaneceu por 15 anos como diretora na educação básica e está há 7 anos como diretora do CEADEH Centro de Estudos Avançados em Desenvolvimento Educacional e Humano (escola de formação continuada para educadores). Também atua há 11 anos em clínica como neuropsicopedagoga, neuropsicologa, psicopedagoga, psicomotricista e psicanalista, onde realiza diagnósticos para transtornos do neurodesenvolvimento como TEA, TDAH, TOD entre outros. Há 20 anos atua em estudos e desenvolvimento de políticas públicas.