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Autismo e Mudanças no CID


Este é um resumo do capítulo do meu livro: 
SOUZA NEVES, Regiane. Transtorno do Espectro Autista: Conhecer, Diagnosticar, Intervir e Orientar. Souza & Neves Edições. Clube de Autores. 1ª edição. São Paulo, 2019

Atualmente, utilizamos o CID 10 para diagnóstico das diversas doenças, síndromes, transtornos, distúrbios etc. A Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde determina a classificação e codificação das doenças e uma ampla variedade de sinais, sintomas, achados anormais, denúncias, circunstâncias sociais e causas externas de danos e/ou doença.

Em 2022, teremos um CID atualizado. O CID 11, nele haverá várias alterações nas nomenclaturas e numeradores. Uma delas é com relação ao TEA - AUTISMO. O CID 10 para autismo é o F.84. No CID 11 será 6A02.

O DSM V já eliminou a Síndrome de Asperger, autismo atípico, autismo regressivo, por exemplo. Agora o espectro é dividido em leve, moderado e severo (graus 1, 2 e 3). Porém, no CID 10 que é usado para diagnóstico no Brasil, ainda há esses termos (síndrome de Asperger, por exemplo). Com o novo CID 11, isso acaba.

A separação será por linguagem e deficiência intelectual. Exemplo:

Autistas de grau 1 e os antigos Aspergers, entram como autistas leves com linguagem funcional e sem deficiência intelectual.

Autistas de grau 2 e 3 podem entrar com ausência ou prejuízo na linguagem funcional e com ou sem deficiência intelectual (nem todo autista severo ou moderado tem deficiência intelectual associada).

Mas, isso será válido apenas em 2022. Por enquanto, continua valendo o CID 10, e a forma como são relatados os diagnósticos. 

Prof. Dra. Regiane Souza Neves - Atua há 26 anos na área da educação onde foi professora, coordenadora pedagógica e diretora, sendo que nesta última função permaneceu por 15 anos como diretora na educação básica e está há 7 anos como diretora do CEADEH Centro de Estudos Avançados em Desenvolvimento Educacional e Humano (escola de formação continuada para educadores). Também atua há 11 anos em clínica como neuropsicopedagoga, neuropsicologa, psicopedagoga, psicomotricista e psicanalista, onde realiza diagnósticos para transtornos do neurodesenvolvimento como TEA, TDAH, TOD entre outros. Há 20 anos atua em estudos e desenvolvimento de políticas públicas. Saiba mais AQUI.