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Brincar é mais sério do que se imagina



Brincar é uma parte fundamental da aprendizagem e do desenvolvimento nos primeiros anos de vida. As crianças brincam instintivamente e, portanto, os adultos deveriam aproveitar essa inclinação “natural”. 

Crianças que brincam confiantes tornam-se aprendizes vitalícios, capazes de pensar de forma abstrata e independente, assim como de correr riscos a fim de resolver problemas e aperfeiçoar sua compreensão. Significa que os programas de educação infantil inicial devem estar baseados em atividades lúdicas como princípio central das experiências de aprendizagem. Isso é bastante difícil de conseguir na vigência de práticas excessivamente prescritivas em termos de conteúdo curricular. 

Crianças alcançam a compreensão através de experiências que fazem sentido para elas e nas quais podem usar seus conhecimentos prévios. O brincar proporciona essa base essencial. É muito importante que as crianças aprendam a valorizar suas brincadeiras, o que só pode acontecer se elas forem igualmente valorizadas por aqueles que as cercam. 


Brincar mantém as pessoas física e mentalmente ativas. Tão importantes no desenvolvimento humano, as brincadeiras devem ter tempo e espaço garantidos nas creches, pré-escolas, escolas, lares de idosos, na família etc.

Brincar na verdade, é importante em qualquer idade!


Enquanto a criança, adolescente, adulto ou idoso brinca ou joga, mobilizam-se esquemas mentais, colocam-se em movimento funções psicomotoras, estimulando o pensamento, neste momento acontecem às aprendizagens, despertando processos internos de desenvolvimento cognitivo e psicomotor. Além de proporcionar adaptações ou readaptações para uma melhor plasticidade neural ou reciclagem neuronal.




A atividade lúdica seja ela uma brincadeira ou um jogo pressupõe o estabelecimento de relações e interações sociais.

Jogar possibilita a formação de atitudes essenciais ao convívio humano. Os jogos atraem pelo desafio e dificuldade. Tais dificuldades podem ser superadas por meio da ação, ajudando a reformular conhecimentos. Quando se joga várias vezes, faz com que o jogador possa compreender ações e objetivos, a fim de traçar metas e construir/reconstruir habilidades e potencializar aquilo que já aprendeu, seja na família, na escola, ou em outros ambientes sociais. 

O jogo psicopedagógico no consultório possibilita que o paciente concretize o pensamento através da ação. Assim, ele se reconhece e se identifica, além de contribuir para a construção da personalidade do sujeito.

Está desanimado? Está estressado? Vá brincar!








Prof. Dra. Regiane Souza Neves - Atua há 26 anos na área da educação onde foi professora, coordenadora pedagógica e diretora, sendo que nesta última função permaneceu por 15 anos como diretora na educação básica e está há 7 anos como diretora do CEADEH Centro de Estudos Avançados em Desenvolvimento Educacional e Humano (escola de formação continuada para educadores). Também atua há 11 anos em clínica como neuropsicopedagoga, neuropsicologa, psicopedagoga, psicomotricista e psicanalista, onde realiza diagnósticos para transtornos do neurodesenvolvimento como TEA, TDAH, TOD entre outros. Há 20 anos atua em estudos e desenvolvimento de políticas públicas.