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Fobias: transtornos fóbico-ansiosos

Todos nós sentimos medo, não importa em que momento, fase ou idade, uma hora ou outra por algum motivo ou situação sentiremos medo. Conheço pessoas que tem medo de ficar doente, outras de ficar sem emprego, muitos tem o medo da morte, alguns o medo da finitude (velhice). Enfim, você já parou pra pensar qual a intensidade do seu medo? Se mesmo com medo você consegue enfrentar as suas "batalhas" ou ele te paralisa? Se este medo é algo passageiro ou vem fazendo parte de sua vida no decorrer dos anos? Quando se iniciou e por quê?

Às vezes confundimos o medo, outras vezes damos poder a ele para se tornar algo ainda mais específico e cruel: a fobia.

Uma fobia é uma espécie particular de medo. Essa palavra vem do grego phobia; esta, por sua vez, deriva-se da palavra grega phobos, também nome de uma divindade grega, significando "pânico, terror". O medo é um sentimento comum a todas as espécies animais e serve para proteger o indivíduo do perigo. Todos nós temos medo em algumas situações nas quais o perigo é iminente.

O sufixo fobia é o único elemento comum, e se origina do latim cientifico, significando medo intenso, ou irracional, aversão instintiva, hostilidade ou uma reação mórbida no confronto de qualquer coisa.

Ocasiona um estado de angústia, impossível de ser dominado, que se traduz por violenta reação de evitamento, e que sobrevém de modo relativamente persistente, quando certos objetos, tipos de objeto ou situações se fazem presentes, imaginados ou mencionados. As fobias são classificadas entre as neuroses de angústia, na teoria clássica das neuroses. 

A fobia pode ser definida como um medo irracional, diante de uma situação ou objeto. Com isto, essa situação ou esse objeto são evitados a todo custo. Essa evitação fóbica leva muito freqüentemente a limitações importantes na vida cotidiana da pessoa. As fobias são acompanhadas de ansiedade e também, freqüentemente de depressão.

A fobia é vista como uma forma especial de medo, ela apresenta as seguintes caraterísticas: 1) desproporção entre a emoção e a situação que a provoca; 2) medo sem explicação razoável; 3) ausência de controle voluntário; 4) tendência à evitar essa situação.
A diferença entre a fobia e a ansiedade, é basicamente quantitativa, isto é, depende de quanto tempo dura o episódio de ansiedade, do quanto de ansiedade a pessoa experimenta, da freqüência em que esta ocorre, do nível em que o comportamento evitativo disfuncional é precipitado pela ansiedade e de como é a avaliação dada pela pessoa que está ansiosa.

Os transtornos fóbico-ansiosos constituem um grupo de doenças mentais onde a ansiedade é ligada predominantemente a uma situação ou objeto. Há três tipos principais de fobia:

1. Agorafobia: inclui medo de espaços abertos, da presença de multidões, da dificuldade de escapar rapidamente para um local seguro (em geral a própria casa). A pessoa pode ter medo de sair de casa, de entrar em uma loja ou shopping, de lugares onde há multidões, de viajar sozinho, de utilizar transporte coletivo, como: ônibus, trens etc. Muitas pessoas referem um medo aterrorizante de se sentirem mal e serem abandonadas sem socorro em público. Muitas pessoas com agorafobia apresentam também o transtorno de pânico;

2. Fobia social: neste caso a pessoa tem medo de se expor a outras pessoas que se encontram em grupos pequenos. Isto pode acontecer em reuniões, festas, restaurantes e outros locais. Muitas vezes elas são restritas a uma situação, como por exemplo, comer ou falar em público, assinar um cheque na presença de outras pessoas ou encontrar-se com alguém do sexo oposto. Muitas pessoas apresentam também baixa auto-estima e medo de criticas. Usualmente a pessoa nessas situações apresenta rubor na face, tremores, náuseas, tonturas, enjoos, dores de barriga ou cabeça etc. Em casos extremos pode isolar-se completamente do convívio social;

3. Fobias especificas (ou isoladas): como o próprio nome diz, são fobias restritas a uma situação ou objeto altamente específicos, tais como, animais inofensivos (zoofobia), altura (acrofobia), trovões e relâmpagos (astrofobia), voar, espaços fechados (claustrofobia), doenças (nosofobia), dentista, sangue, entre outros. A incapacitação da pessoa no dia a dia depende do tipo de fobia e de quão fácil é evitar a situação fóbica. 

As fobias atingem cerca de 10% da população. Em geral surgem na infância ou adolescência, persistindo na idade adulta se não são tratadas adequadamente. Acometem mais freqüentemente pessoas do sexo feminino (com exceção da fobia social, que atinge igualmente homens e mulheres). Depressão, uso de drogas e álcool podem ocorrer freqüentemente associados aos transtornos fóbico-ansiosos.

O tratamento das fobias se faz com a associação de medicamentos como os psicofármacos.  Os medicamentos mais utilizados pertencem ao grupo dos antidepressivos; os ansiolíticos também são freqüentemente indicados. A terapia psicológica ou psicanalítica auxilia na compreensão de fatores que podem agravar ou perpetuar os sintomas fóbicos. Além de auxiliar no equilíbrio dos sintomas.

Espero ter lhe ajudado! E se caso você se identificou com algum problema fóbico, não utilize medicação por conta própria, pois isso acarretará em problemas, ainda maiores, para sua saúde. Procure um médico e peça orientações!


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Dra. Regiane Souza Neves - Tem 42 anos, é casada com o Jornalista Marcelo Neves há 20 anos, mãe de Bruno 18 anos e Allan 17 anos. É doutora e mestra em psicanálise; psicopedagoga e neuropsicopedagoga; psicomotricista; neuropsicóloga; orientadora vocacional; especialista em educação, inclusão, legislação educacional, saúde mental e políticas públicas. Técnica em magistério público e comunicação social. Atua há 25 anos na área da educação onde foi auxiliar de sala, professora, coordenadora e diretora, sendo que nesta última função permaneceu por 19 anos. Também atua há 10 anos na área de psicoterapia e análise comportamental e institucional. Está devidamente cadastrada no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, para atuar como Perita Judicial e Extrajudicial, nas suas áreas de conhecimento técnico-científico. Atualmente, coordena e ministra aulas em programas de pós-graduação e, além de atender clinicamente, também realiza consultoria educacional para várias instituições de ensino e órgãos públicos. Tem 11 livros publicados com 56 selos de recomendações de importantes instituições. Realiza palestras, treinamentos, cursos, workshops, seminários, colóquios, conferências, mesas redondas e congressos. Desde 2013, é mantenedora e diretora do CEADEH Centro de Estudos Avançados em Desenvolvimento Educacional e Humano. Foi presidente nacional da ABRAPEE Associação Brasileira de Profissionais e Especialistas em Educação, no período de 2013 à 2018. Dedica-se a causas sociais e se tornou Embaixadora no Brasil de uma campanha mundial, durante o período de 2015 à 2018. Recebeu 27 prêmios e homenagens nacionais e internacionais.



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