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Noções Básicas das Etapas do Desenho Infantil

Para psicopedagogos, professores, mamães e papais.

Principal Referencia: 
Di Leo, J.H. A interpretação do desenho infantil. Porto Alegre. Artes Médicas, 1985.


FASES DO DESENHO
1 a 2 anos
Aparece a primeira garatuja (rabiscos).
2 a 3 anos
Começa adquirir linguagem e formas simbólicas, desenha círculos.
4 a 7 anos
Realismo intelectual, desenha parede transparente (significa egocentrismo, imaginação, fantasia, curiosidade, funciona intuitivamente e não logicamente), pode representar que esta querendo mostrar algo escondido.
7 a 12 anos
Realismo visual, desenha o que vê, figuras humanas mais realistas e convencionais, estágio das operações concretas.
12 anos ou mais
Já pensam criticamente, a maioria das pessoas perdem a vontade de desenhar, este é o estágio das operações formais.

SOBRE O DESENHO:
1. Verificar como a criança usa o espaço da folha;
2. O espaço da folha representa o mundo, é a forma como ele se coloca no mundo;
3. Se desenhar no cantinho da folha representa timidez;
4. Se utilizar a folha toda representa que não tem limites;
5. Se utilizar apenas o lado direito: predominância com a cognição masculina, tendência intelectual de se parecer com o pai – referencias: Bolander, 1977 e Buck, 1974;
6. Se utilizar apenas o lado esquerdo: predominância com a afetividade, tendência emocional de se parecer com a mãe – referencias: Bolander, 1977 e Machover, 1944.

ASPECTOS DO DESENHO:
1. Traço muito forte: indica tensão motora ou tensão interna (nervoso ou ansiedade) imaturidade motora;
2. Traço muito fraco: indica dificuldade de se mostrar, de lidar com situações de evidencia (timidez, insegurança);
3. Uso da borracha: Uso constante: dificuldade de lidar com os próprios erros. Analisar onde foi o uso, exemplo: cabeça significa dificuldade de direcionar o intelecto na figura da pessoa;
4. Uso da régua: pode indicar a necessidade de modelo, parâmetros, indica uma pessoa muito rígida (sem jogo de cintura) tem necessidade de regras, dificuldade de lidar com improvisos;
5. Figuras: se o desenho não distingue quem é pai ou mãe, devemos perguntar ao paciente.
a) Se não desenhar as mãos sugere-se ter dificuldade de entrar em contato com os seus objetivos, no caso da escola, dificuldade de entrar em contato com o objeto de aprendizagem;
b) Cabelo significa força, se a criança desenhar pessoas carecas, ou alguém careca, devemos perguntar se a pessoa não tem cabelo;
c) Árvore: ligação com a mãe;
d) Árvore com umbigo: vínculo muito forte com a mãe, dificuldade de separação; O mesmo pode representar desenhos com botões na blusa (simbiose materna);
e) Árvore com frutinhas coloridas: pode significar sabedoria proibida, medo de conhecer;
f) Árvore com frutinhas vermelhas: pode significar contato de sangue com a mãe, ou membro mais próximo da família;
g) Orelhas grandes: fragilidade intelectual;
h) Desenho sem os pés: dificuldade de buscar objetivos, dúvidas quanto ao futuro;
i) Boca grande: ainda tem forte relação com fase oral, geralmente, crianças que chupam dedo, chupetas etc, ou pessoas que sempre colocam coisas na boca, exemplo, tampas de canetas etc;
j) Traços leves e quebrados: pessoa insegura ou deprimida;
k) Traço normal: pessoa segura e autoconfiante;
l) Traço sombreado: sugere ansiedade;
m) O desenho da figura humana serve para detectar o nível cognitivo do paciente no consultório psicopedagógico, também demonstra desenvolvimento afetivo, emocional, psicomotor:
1. Membros do corpo separados: sugere desordem comportamental;
2. Casa: afeto, refugio, pode representar o útero da mãe para crianças com atraso no desenvolvimento cerebral;
3. Casa com chaminé saindo fumaça: é expressão de calor e afeto;
4. Desenho da figura humana reduzido: pessoas inseguras e deprimidas, se houver separação espacial nas figuras representa insegurança e baixa autoestima no ambiente familiar;
5. Balões, pipas, mangueiras, nuvens, Sol, Lua, pássaros, borboletas: remetem a fase fálica relacionada ao Édipo – problemas na fase de castração;
6. Desenhos da família:
Se separar uma pessoa da outra, sugere falta de comunicação e sentimento de isolamento e pode ser também, quando coloca a criança separada dos pais por algum objeto;
Mãe cozinhando é sinal de amor e calor;
Pai vendo TV, fumando comendo sozinho, lendo jornal, sugere afastamento das atividades e interesses familiares;
O que desenhar maior, pai ou mãe, sugere que a relação seja maior com este progenitor e também, que este progenitor é o líder em casa;
Mãe ou pai ausente, se a criança desenhar esta figura, significa que a criança tem um vínculo, mesmo estando distante;
Se desenhar harmonia familiar, mesmo estando passando por problemas de separação etc, pode significar vontade de ter uma família “perfeita”, a família que deseja;
Se vive com mãe ou pai e não o desenhar, significa ressentimento com a pessoa;
Partes do corpo:
1. Grandes cabeças desenhadas por crianças em idade escolar pode sugerir dislexia;
2. Olho: pessoas que desenham olhos muito grandes, são desconfiadas;
3. Braços e mãos: mãos e dedos estabelecem comunicação e contato direto. Ausência de braços e mãos, sugerem dificuldade de contato com o objeto, dificuldade de confiar nos outros e também, passividade.
4. Desenho de botões, bolinhas em roupas, cintos com fivelas: podem significar dependência materna – referencia: Machover, 1944.

TODO DESENHO DEVE TER UMA HISTÓRIA (no atendimento psicopedagógico)

Assim que a criança terminar seu desenho, pergunte a ela o que ela desenhou, qual a história do desenho e quem são as pessoas. O terapeuta deverá escrever a história do paciente, do mesmo jeito que for contada (isso no caso do atendimento psicopedagógico).
Tipos de Histórias:
1) Enredo contextualizado: tem que ter começo, meio e fim. Combinar com o desenho. Crianças hipoassimilativas terão uma ação empobrecida;
2) Enredo descritivo: o paciente não vai contar uma história, apenas descrever o que desenhou, exemplo: a mãe, o pai, o filho jogando bola. Sugere déficit lúdico e criativo, também esta relacionado a hipoassimilação, mas também pode sugerir hiperacomodação que é a pobreza de contato com sua subjetividade;
3) Enredo descontextualizado: sugere desrealização do pensamento, pode estar relacionado com a hiperassimilação, o paciente conta um tipo de história que não condiz com o desenho, geralmente uma história bagunçada.

No atendimento psicopedagógico utilizamos o desenho, ou seja, o teste projetivo para analisar o paciente, naquilo que ele não verbaliza. Porém, não é a única ferramente de analise. Por isso, os resultados não devem ser obtios apenas com a análise do desenho, o diagnóstico implica em um conjunto de outros testes.

Por: Dra. Regiane Souza Neves (clique e veja o currículo



Enfim, espero ter colaborado com algumas de suas dúvidas. Se você se interessou sobre o assunto ou quer entender melhor as dificuldades do seu filho ou aluno, entre em contato e agende uma sessão de orientação. Para profissionais da psicopedagogia que necessitam de auxilio para diagnóstico e intervenção adequada, realizo supervisão nos seus atendimentos. 

Agende uma consulta com a Dra. Regiane pelo Whatsapp 11 93215-1900. Consultórios em Osasco, São Paulo e Alphaville.

Consultas à partir de: R$ 100,00 para crianças e adolescentes / R$ 120,00 para adultos. Supervisão para profissionais à partir de: R$ 150,00.


Dra. Regiane Souza Neves - Tem 42 anos, é casada com o Jornalista Marcelo Neves há 20 anos, mãe de Bruno 18 anos e Allan 17 anos. É doutora e mestra em psicanálise; psicopedagoga e neuropsicopedagoga; psicomotricista; neuropsicóloga; orientadora vocacional; especialista em educação, inclusão, legislação educacional, saúde mental e políticas públicas. Técnica em magistério público e comunicação social. Atua há 25 anos na área da educação onde foi auxiliar de sala, professora, coordenadora e diretora, sendo que nesta última função permaneceu por 19 anos. Também atua há 10 anos na área de psicoterapia e análise comportamental e institucional. Está devidamente cadastrada no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, para atuar como Perita Judicial e Extrajudicial, nas suas áreas de conhecimento técnico-científico. Atualmente, coordena e ministra aulas em programas de pós-graduação e, além de atender clinicamente, também realiza consultoria educacional para várias instituições de ensino e órgãos públicos. Tem 11 livros publicados com 56 selos de recomendações de importantes instituições. Realiza palestras, treinamentos, cursos, workshops, seminários, colóquios, conferências, mesas redondas e congressos. Desde 2013, é mantenedora e diretora do CEADEH Centro de Estudos Avançados em Desenvolvimento Educacional e Humano. Foi presidente nacional da ABRAPEE Associação Brasileira de Profissionais e Especialistas em Educação, no período de 2013 à 2018. Dedica-se a causas sociais e se tornou Embaixadora no Brasil de uma campanha mundial, durante o período de 2015 à 2018. Recebeu 27 prêmios e homenagens nacionais e internacionais.

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