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Você já ouviu falar em Síndrome de Guillain-Barré?

Por: Dra. Regiane Souza Neves



Atenção, educadores e pais! 
VOCÊS PRECISAM SABER...

Síndrome de Guillain-Barré 

Geralmente ela é diagnosticada após algumas semanas de uma infecção viral como Dengue, Zika Vírus, Chicungunha entre outros, por exemplo. Segundo a literatura médica, entre 60% e 70% dos pacientes (que podem ser crianças, adultos ou idosos) desenvolvem a Síndrome de Guillain-Barré depois de terem contraído uma infecção viral, mas pode acontecer também com a bacteriana. Os primeiros sintomas são percebidos nos membros inferiores, como fraqueza muscular e parestesias (que são sensações estranhas na pele, como formigamento, coceira, queimação, pressão). Na maioria dos casos, essas manifestações são sentidas em seguida nos membros superiores e depois espalhadas pelo corpo, por meio de dores neuropáticas (ou seja, associadas a doenças no sistema nervoso).

Em geral a Síndrome acontece da seguinte maneira: quando uma pessoa está com uma infecção, produz anticorpos para atacar os vírus ou bactérias invasoras. Entretanto, alguns desses micro-organismos possuem substâncias semelhantes àquelas encontradas nos nossos nervos (mais precisamente à bainha de mielina, que reveste e protege as células nervosas). Assim, o próprio organismo, produzindo moléculas de defesa contra os patógenos, pode passar a atacar o revestimento dos neurônios (por isso a doença é considerada autoimune).

Esse ataque é tão forte que destrói toda a proteção dos nervos e, com isso, é bloqueada a passagem de estímulos aos nervos motores, que levam as informações do sistema nervoso até os músculos (justamente por isso os primeiros sintomas são fraqueza e parestesias, seguidos de paralisia muscular). Os sinais são progressivos e ocorrem rapidamente, geralmente em menos de uma semana.

Outros sintomas são queda ou aumento da pressão arterial, retenção urinária e constipação intestinal. Em quadros mais graves, os pacientes podem sentir ainda arritmias cardíacas e insuficiência respiratória, principais motivos que fazem a síndrome ser fatal (mas são raros os casos).

Diagnóstico e tratamento para crianças 

Se desconfiar da doença, a primeira medida é encaminhar o filhote ao pediatra, que fará uma análise clínica inicial da criança. Em caso de suspeita do médico, o pequeno precisará fazer alguns exames complementares para comprovar, ou não, a Síndrome de Guillain-Barré.

Se o diagnóstico for fechado, é hora de partir para o tratamento. Nas crianças, é recomendado o tratamento com imunoglobulina intravenosa (ou seja, com injeções de outros anticorpos, para destruir os anticorpos produzidos pelo organismo e que estão atacando os nervos) durante no máximo dois dias.

Dado o início do tratamento, as duas primeiras semanas geralmente são marcadas por progressão da Síndrome, seguida de estabilização até, finalmente, a regressão. A recuperação pode levar semanas ou mesmo meses e, para recuperar todos os movimentos que foram comprometidos, a demora pode ser de um ano. Também é necessária a atuação de uma equipe multiprofissional para acompanhar o tratamento, estimular o paciente e mesmo ensiná-lo novamente coisas que ele já sabia (escovar os dentes, pinçar o lápis para escrever, etc), mas que acabou perdendo por conta da síndrome.

Recuperação das crianças

Vale destacar que nas crianças o diagnóstico é mais fácil de ser feito e a chance de recuperação muito alta. O importante mesmo é prestar atenção aos sinais, especialmente queixas de dor (que são as manifestações mais comuns nos pequenos) e encaminhá-lo ao pediatra para que, se comprovado um quadro de Síndrome de Guillain-Barré, o tratamento seja iniciado imediatamente.

Imagem livre do Google.




Dra. Regiane Souza Neves - Tem 42 anos, é casada com o Jornalista Marcelo Neves há 20 anos, mãe de Bruno 18 anos e Allan 17 anos. É doutora e mestra em psicanálise; psicopedagoga e neuropsicopedagoga; psicomotricista; neuropsicóloga; orientadora vocacional; especialista em educação, inclusão, legislação educacional, saúde mental e políticas públicas. Técnica em magistério público e comunicação social. Atua há 25 anos na área da educação onde foi auxiliar de sala, professora, coordenadora e diretora, sendo que nesta última função permaneceu por 19 anos. Também atua há 10 anos na área de psicoterapia e análise comportamental e institucional. Está devidamente cadastrada no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, para atuar como Perita Judicial e Extrajudicial, nas suas áreas de conhecimento técnico-científico. Atualmente, coordena e ministra aulas em programas de pós-graduação e, além de atender clinicamente, também realiza consultoria educacional para várias instituições de ensino e órgãos públicos. Tem 11 livros publicados com 56 selos de recomendações de importantes instituições. Realiza palestras, treinamentos, cursos, workshops, seminários, colóquios, conferências, mesas redondas e congressos. Desde 2013, é mantenedora e diretora do CEADEH Centro de Estudos Avançados em Desenvolvimento Educacional e Humano. Foi presidente nacional da ABRAPEE Associação Brasileira de Profissionais e Especialistas em Educação, no período de 2013 à 2018. Dedica-se a causas sociais e se tornou Embaixadora no Brasil de uma campanha mundial, durante o período de 2015 à 2018. Recebeu 27 prêmios e homenagens nacionais e internacionais.


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