Algumas adaptações físicas para aluno cadeirante

Muitos profissionais da educação me perguntam...Que adaptações físicas devemos fazer na escola e na sala de aula considerando o aluno cadeirante e como incluí-lo nas atividades?

A escola que irá receber um aluno cadeirante necessita de um detalhado estudo sobre a sua estrutura. É fundamental tratar esse aluno de forma que ele se sinta incluído e uma pessoa que tem direitos e deveres como qualquer outro, que necessita apenas de uma adaptação física e estrutural para melhor se adaptar ao ambiente e assim conseguir ser independente.

Para incluir um aluno com deficiência física na escola é necessário que a escola possua adaptações coerentes com a necessidade do aluno como: portas largas, rampas de acesso ou elevador, cadeira adaptada para banheiro, sanitário adaptado, mesa acoplada na cadeira de rodas, entre outros itens.

A integração em sala de aula é fundamental. A professora deverá conversar com seus alunos primeiramente sobre a deficiência do novo aluno, explicando toda situação do cadeirante. Os alunos precisam estar preparados para receber o colega. Muitas vezes a discriminação acontece pela falta de conhecimento, ou por não saber lidar com uma situação nova.

Algumas dicas para inclusão do aluno com limitações motoras na sala de aula:

1. O aluno deve ficar sempre na frente e no meio da sala, pois isto facilita a sua atenção e integração na turma;
2. O aluno deve ser tratado com naturalidade e sua participação nas atividades em grupo deve ser sempre estimulada;
3. Poderá ser necessário que o aluno tenha um tempo maior que os outros para realizar as atividades e avaliações, quando a sua dificuldade motora for também no membro superior, isso inclusive é garantido por lei. Lembre-se que ele tem esse direito;
4. Alguns podem utilizar-se de adaptações para escrita, máquinas de escrever ou até mesmo computadores para escrever, é necessário que a escola tenha os materiais didáticos e pedagógicos adaptados que atendam a necessidade do aluno;
5. Para as atividades extraclasse é importante avaliar previamente a acessibilidade do local para garantir que o aluno possa ir, sem maiores transtornos ou constrangimentos. Se o local não tem acessibilidade, escolha outro. A inclusão só exite quando todos os alunos podem participar de todas as atividades propostas;
6. Quando o aluno tiver uma dificuldade cognitiva associada à limitação motora poderá ser necessária alguma adaptação curricular, pra isso é deve realizar um prévio diagnóstico dos seus conhecimentos e assim organizar o PEI e a adaptação curricular;
7. O aluno pode necessitar de algum auxílio ao entrar e sair da sala, apenas ofereça ajuda e ajude-o se ele desejar, para não constrangê-lo perante os demais;
8. Se for possível, a sala de aula deve ser organizada de forma que o aluno cadeirante possa circular sem dificuldades.

Inclusão escolar é acolher todas as pessoas, sem exceção, no sistema de ensino, independentemente de cor, classe social e condições físicas e intelectuais. Lembre-se, somos todos diferentes, todos temos dificuldades e é isso o que nos torna iguais.

Imagem: Ministério da Educação

Dra. Regiane Souza Neves - Tem 42 anos, é casada com o Jornalista Marcelo Neves há 20 anos, mãe de Bruno 18 anos e Allan 17 anos. É doutora e mestra em psicanálise; psicopedagoga e neuropsicopedagoga; psicomotricista; neuropsicóloga; orientadora vocacional; especialista em educação, inclusão, legislação educacional, saúde mental e políticas públicas. Técnica em magistério público e comunicação social. Atua há 25 anos na área da educação onde foi auxiliar de sala, professora, coordenadora e diretora, sendo que nesta última função permaneceu por 19 anos. Também atua há 10 anos na área de psicoterapia e análise comportamental e institucional. Está devidamente cadastrada no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, para atuar como Perita Judicial e Extrajudicial, nas suas áreas de conhecimento técnico-científico. Atualmente, coordena e ministra aulas em programas de pós-graduação e, além de atender clinicamente, também realiza consultoria educacional para várias instituições de ensino e órgãos públicos. Tem 11 livros publicados com 56 selos de recomendações de importantes instituições. Realiza palestras, treinamentos, cursos, workshops, seminários, colóquios, conferências, mesas redondas e congressos. Desde 2013, é mantenedora e diretora do CEADEH Centro de Estudos Avançados em Desenvolvimento Educacional e Humano. Foi presidente nacional da ABRAPEE Associação Brasileira de Profissionais e Especialistas em Educação, no período de 2013 à 2018. Dedica-se a causas sociais e se tornou Embaixadora no Brasil de uma campanha mundial, durante o período de 2015 à 2018. Recebeu 27 prêmios e homenagens nacionais e internacionais.

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