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A alfabetização e a aprendizagem da leitura e da escrita


A alfabetização é a aprendizagem da leitura e da escrita, sendo um processo fundamental para o desenvolvimento humano, pois por meio dela aprendemos a nos comunicar e compreender a linguagem, é isto que nos torna diferente de outros seres vivos. Através da alfabetização o homem torna-se um ser global, sendo social, psicológico e consequentemente inserido na sociedade.

Ferreiro (2001) divide em quatro níveis o processo da alfabetização. Que são: pré-silábico, silábico, silábico-alfabético e alfabético.

O nível um, chamamos de pré-silábico, subdivide-se em três fases:
Fase Pictórica: a criança escreve “rabiscado”, as chamadas garatujas; ela desenha sem figuração; escreve de forma linear mostrando que sabe como é o sentido da escrita.
Fase Gráfica Primitiva: aqui a escrita aparece em forma de símbolos e pseudoletras (pode ou não ser uma letra); há uma mistura de letras com números; demonstra uma linearidade; não tem ideia de que as letras têm relação com os sons da fala; seu pensamento é que para coisas grandes a escrita tem muitas letras e para coisas pequenas tem poucas letras.
Fase Pré-Silábica: a criança começa a diferenciar números de letras; reconhece o papel das letras na escrita, sabendo que as letras servem para escrever, mas não sabe como isso ocorre; não reconhece o valor sonoro convencional; a ordem das letras não é importante; desconsidera verbos e artigos porque no seu entender não é possível escrever uma palavra com apenas uma letra.

No nível dois, silábico, a criança acredita que já resolveu o problema da escrita, mas a leitura ainda é complicada porque os adultos não entendem; a criança utiliza uma letra para cada sílaba ao escrever uma palavra.

Passando este nível o educando entra em conflito em uma nova fase. Desta vez, o nível três, silábico-alfabético. Neste nível, ela começa escrever as palavras com sílabas simples, às vezes esquece uma letra, mas é normal para este nível.
Passando o conflito ela entra no nível quatro, o alfabético, conseguindo ler e escrever o que pensa e fala; distingue a letra, a sílaba, a palavra e a frase.

A criança, segundo Emília Ferreiro, escreve o que sabe, sendo através de desenhos ou na tentativa de uma escrita, então não é surpreendente que a aprendizagem da leitura e escrita exija um grande esforço do aprendente, passando por um período de muitas dificuldades.

Torna-se difícil considerar que a aprendizagem da leitura e da escrita vai muito mais além da escola, porque o tempo todo, a criança está em contato com isto, sendo na rua, em casa.
A alfabetização inicial é considerada em função da relação entre o método utilizado e o estado de maturação da criança.

A escrita pode ser considerada como uma representação da linguagem ou como um código de transcrição gráfica das unidades sonoras. A invenção da escrita foi um processo histórico de construção de um sistema de representação. As escritas de tipo alfabético poderiam ser caracterizadas como sistemas de representação cujo intuito original é representar as diferenças entre os significantes, e o contrário se dariam nas escritas de tipo ideográfico onde poderiam ser caracterizadas como sistemas de representação cuja intenção primeira é representar diferenças nos significados.

Do ponto de vista construtivo, a escrita infantil segue uma linha de evolução surpreendentemente regular, através de diversos meios culturais, situações educativas e línguas.

Conforme se coloque a relação entre o sujeito e o objeto de conhecimento, certas práticas aparecerão como normais ou aberrantes, sendo aqui que a reflexão psicopedagógica necessita se apoiar em uma reflexão epistemológica.

O sistema alfabético é o produto do esforço coletivo para representar o que se quer simbolizar: a linguagem.

A distância da informação que separa um grupo social de outro não pode ser atribuída a fatores puramente cognitivos. A criança que cresce em um meio letrado esta exposta á influência de uma série de ações, sendo que através delas as relações entre o adulto e a criança acabam criando condições para a inteligibilidade dos símbolos.

Devemos reconhecer que o desenvolvimento da leitura e da escrita começa muito antes da escolarização. A instituição social criada para controlar o processo de aprendizagem é a escola, logo a aprendizagem deve realizar-se na escola, pois o sujeito desde que nasce é construtor do conhecimento e podemos dizer que os mesmos estão construindo objetos complexos de conhecimento e o sistema de escrita é um deles.

Há uma série de passos ordenados antes que a criança compreenda a natureza do nosso sistema alfabético de escrita e que cada passo caracteriza-se por esquemas, cujo desenvolvimento e transformação constituem nosso principal objeto de estudo. Esses esquemas implicam sempre um processo construtivo no qual as crianças levam em conta parte da informação dada e introduzem sempre, ao mesmo tempo, algo de pessoal.

Para usar como referência: 
SOUZA NEVES, Regiane. Desenvolvimento educacional: um olhar psicopedagógico para os problemas de aprendizagem.  Souza & Neves Edições. 2ª edição. São Paulo, 2017


Dra. Regiane Souza Neves - Tenho 42 anos, estou casada com o Jornalista Marcelo Neves há 20 anos, mãe de Bruno 18 anos e Allan 17 anos. Sou doutora e mestra em psicanálise, psicopedagoga e neuropsicopedagoga, especialista em educação, inclusão, legislação educacional, saúde mental e ciências políticas. Técnica em magistério público e comunicação social. Atuo há 25 anos na área da educação onde fui auxiliar de sala, professora, coordenadora e diretora, sendo que nesta última função permaneci por 19 anos. Também atuo há 10 anos na área de psicoterapia e análise comportamental e institucional. Estou devidamente cadastrada no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, para atuar como Perita Judicial e Extrajudicial, nas minhas áreas de conhecimento técnico-científico. Atualmente, coordeno e ministro aulas em programas de pós-graduação e, além de atender clinicamente como psicopedagoga, psicanalista e orientadora vocacional, também realizo consultoria educacional para várias instituições. Tenho 11 livros publicados com 56 selos de recomendações de importantes instituições. Realizo palestras, treinamentos, cursos, workshops, seminários, colóquios, conferências, mesas redondas e congressos. Desde 2013, sou mantenedora e diretora do CEADEH Centro de Estudos Avançados em Desenvolvimento Educacional e Humano. Fui presidente nacional da ABRAPEE Associação Brasileira de Profissionais e Especialistas em Educação, no período de 2013 à 2018. Dedico-me a causas sociais e me tornei Embaixadora no Brasil de uma campanha mundial, durante o período de 2015 à 2018. Desde 1998, trabalho com empoderamento feminino através de ações afirmativas, fomento de políticas públicas e formação política para mulheres, sou Cofundadora e Coordenadora Geral do Movimento Mulher Conquista Osasco. Durante o período de 2012 à 2018, fui membro do Fórum Nacional de Políticas Públicas para Mulheres e, membro do Fórum Nacional de Mulheres de Partidos Políticos da Presidência da República. Recebi 25 prêmios e homenagens nacionais e internacionais.


Especialista em atendimento psicopedagógico e neuropsicopedagógico para crianças e adolescentes.

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Especialista em atendimento psicanalítico terapêutico para adultos.

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Unidade de atendimento em Osasco - Rua Melvin Jones, 143 - Centro

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Unidade de atendimento em Alphaville - Alameda Araguaia, 933 - Edifício Enterprise

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