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A palavra é: SORORIDADE

E de repente, nos vemos falando nessa tal SORORIDADE!

Pra saber...
 "Sororidade é a união e aliança entre mulheres, baseado na empatia e companheirismo, em busca de alcançar objetivos em comum. O conceito da sororidade está fortemente presente no feminismo, sendo definido como um aspecto de dimensão ética, política e prática deste movimento de igualdade entre os gêneros. Do ponto de vista do feminismo, a sororidade consiste no não julgamento prévio entre as próprias mulheres que, na maioria das vezes, ajudam a fortalecer estereótipos preconceituosos criados por uma sociedade machista e patriarcal. A sororidade é um dos principais alicerces do feminismo, pois sem a ideia de “irmandade” entre as mulheres, o movimento não conseguiria ganhar proporções significativas para impor as suas reivindicações. A origem da palavra sororidade está no latim sóror, que significa “irmãs”. Este termo pode ser considerado a versão feminina da fraternidade, que se originou a partir do prefixo frater, que quer dizer 'irmão'."

Será que o seu significado realmente é compartilhado entre as mulheres?

A palavra até que soa foneticamente bonita e de um significado representativo, que veio para quebrar a rivalidade entre as mulheres. Mas, vamos falar a verdade? A sororidade é seletiva!

Quando é que finalmente as mulheres estarão prontas para resgatar outras mulheres que vivem uma situação de machismo e discriminação nas relações de liderança? Quando realmente as mulheres deixarão de lado sua condição opressora ou de rivalidade com relação às outras mulheres em posições diferentes e até mesmo semelhantes, para criarem a "irmandade" e lutarem todas do mesmo lado? Infelizmente, neste caso, a tal SORORIDADE está muito longe de fazer sentido.

Falamos sempre sobre a problemática machista, o quanto esta cultura do patriarcado tem impedido as mulheres de ocuparem seus lugares equiparados aos homens. No entanto, se faz necessário reforçarmos a questão da rivalidade feminina. Sempre que posso, falo sobre este assunto, pois principalmente esta rivalidade acontece em espaços de poder, entre mulheres.

Outro fator é o boicote. "Uma sobre e puxa a outra", só se for o tapete!

Sim, as mulheres se boicotam entre elas, uma está sempre tentando puxar o tapete da outra. E não venha me dizer que isso não acontece. Não venha declamar aquelas frases feministas de efeito. Tudo isso, é uma grande utopia. Não venha com o seu discurso raso sobre "so-ro-ri-da-de", eu sou mulher e sei o que enfrento e vejo outras mulheres enfrentando nas relações corporativas, políticas e sociais, por aí, entre nós mesmas. Sofro e presencio o sofrimento de outras por causa da rivalidade. Não é nada fácil conseguir realmente conquistar a  tal "irmandade", justamente porque umas não entendem as outras, umas não tem empatia pelas outras e isso nos torna longe, muito longe, de alcançarmos este nível tão evoluído de consciência.

Na política, mulheres de esquerda odeiam as de direita e vice-versa. Nos movimentos sociais, incluindo os feministas, a segregação é tão visível e brutal com relação a raça, cor, etnia, nível social que muitas vezes pensei em deixar de lado minha militância pelo empoderamento feminino.

Vemos diariamente, mulheres se atacando pelas redes sociais pelo fato de discordarem umas das outras. E quem disse que não podemos nos unir em prol de um sentimento de pertencimento a determinado ambiente mesmo que nossas ideias sejam divergentes? A pluralidade de ideias é o que nos mantem seguindo a diante, em constante crescimento intelectual e social.

Nós falamos tanto sobre questões de gênero e continuamos reforçando os comportamentos que queremos combater, sendo o principal deles a ignorância.

Aliás, vale refletirmos sobre o feminismo que praticamos, se ele empoderar e der a voz à algumas mulheres enquanto oprime e cala outras, sinto dizer, mas ele também não tem relevância.

Não se esqueça, respeitar uma opinião diferente da sua não significa ser obrigado a concordar com ela. Só não tem condições de compreender isso, quem ainda não alcançou maturidade suficiente para tanto.

E pra terminar, coloco esta imagem que reflete bem o que penso...



Dra. Regiane Souza Neves - Tenho 42 anos, estou casada com o Jornalista Marcelo Neves há 20 anos, mãe de Bruno 18 anos e Allan 17 anos. Sou doutora e mestra em psicanálise, psicopedagoga e neuropsicopedagoga, especialista em educação, inclusão, legislação educacional, saúde mental e ciências políticas. Técnica em magistério público e comunicação social. Atuo há 25 anos na área da educação onde fui auxiliar de sala, professora, coordenadora e diretora, sendo que nesta última função permaneci por 19 anos. Também atuo há 10 anos na área de psicoterapia e análise comportamental e institucional. Estou devidamente cadastrada no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, para atuar como Perita Judicial e Extrajudicial, nas minhas áreas de conhecimento técnico-científico. Atualmente, coordeno e ministro aulas em programas de pós-graduação e, além de atender clinicamente como psicopedagoga, psicanalista e orientadora vocacional, também realizo consultoria educacional para várias instituições. Tenho 11 livros publicados com 56 selos de recomendações de importantes instituições. Realizo palestras, treinamentos, cursos, workshops, seminários, colóquios, conferências, mesas redondas e congressos. Desde 2013, sou mantenedora e diretora do CEADEH Centro de Estudos Avançados em Desenvolvimento Educacional e Humano. Fui presidente nacional da ABRAPEE Associação Brasileira de Profissionais e Especialistas em Educação, no período de 2013 à 2018. Dedico-me a causas sociais e me tornei Embaixadora no Brasil de uma campanha mundial, durante o período de 2015 à 2018. Desde 1998, trabalho com empoderamento feminino através de ações afirmativas, fomento de políticas públicas e formação política para mulheres, sou Cofundadora e Coordenadora Geral do Movimento Mulher Conquista Osasco. Durante o período de 2012 à 2018, fui membro do Fórum Nacional de Políticas Públicas para Mulheres e, membro do Fórum Nacional de Mulheres de Partidos Políticos da Presidência da República. Recebi 25 prêmios e homenagens nacionais e internacionais.


Especialista em atendimento psicopedagógico e neuropsicopedagógico para crianças e adolescentes.

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Especialista em atendimento psicanalítico terapêutico para adultos.

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Unidade de atendimento em Osasco - Rua Melvin Jones, 143 - Centro

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Unidade de atendimento em Alphaville - Alameda Araguaia, 933 - Edifício Enterprise

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Unidade de atendimento em São Paulo - Vila Madalena - Rua Paulistânia, 90

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Também atendo nas unidades: Fradique Coutinho - Rua Artur de Azevedo, 1212 / Faria Lima - Rua Claudio Soares, 72