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Por qual motivo as crianças sentam em forma de W


Atenção, pais e professores!

Sua criança gosta de sentar dessa forma? Mas você sabe porque ela tende a sentar nesta posição? Posso deixá-la assim sem me preocupar? Ela ficará com as pernas ou pés tortos se ficar sentada assim? Estas são algumas perguntas que fazemos ao ver uma criança sentada na forma de W.

A primeira coisa a esclarecer é que sentar em W faz parte do desenvolvimento normal de praticamente toda criança. Ou seja, quando a criança começa a sentar e estabilizar o tronco, a maneira mais segura e eficaz que ela encontra é o W. Desta maneira, ela consegue ampliar a base de apoio que mantém todo o resto do corpo reto. Fica mais fácil de movimentar os braços sem cair. Cansa menos. Faz parte do início do desenvolvimento normal do equilíbrio. O único problema é que permanecer por longos períodos assim pode ser prejudicial por dois motivos.

O primeiro: Porque a criança fica preguiçosa no desenvolvimento do equilíbrio do tronco. Apesar desta posição fazer parte de uma fase da infância, se ela virar um costume, pode diminuir fortalecimento dos músculos da coluna e retardar o processo normal de estabilização do corpo, dificultando permanecer na posição reta.

O segundo: Porque pode levar a alterações na formação dos ossos das pernas. Como a criança está em constante processo de crescimento, seu osso apresenta características de reagir a estímulos externos. A posição em W faz com que ocorra uma rotação interna no osso do fêmur visível quando a criança está em pé, andando com os pés voltados para dentro. Outra alteração pode ocorrer a nível dos joelhos, levando a uma angulação interna, para dentro, sendo motivo de encostar os joelhos na hora de andar ou correr.

Fica a dica. Faz parte do processo de aprender a sentar, mas não deve ser estimulado. O correto é mostrar para a criança que ela tem outras maneiras de sentar, com posições que podem favorecer seu crescimento e que também lhe darão sustentação para alinhar o tronco. Lembrando que, o melhor é alternar as posições na forma de sentar para que não ocorra nenhum comprometimento ósseo ou psicomotor.


Enfim, espero ter colaborado com algumas de suas dúvidas. Se você se interessou sobre o assunto ou quer entender melhor as dificuldades do seu filho ou aluno, entre em contato e agende uma sessão de orientação. Para profissionais da psicopedagogia que necessitam de auxilio para diagnóstico e intervenção adequada, realizo supervisão nos seus atendimentos. 

Prof. Dra. Regiane Souza Neves - Atua há 26 anos na área da educação onde foi professora, coordenadora pedagógica e diretora, sendo que nesta última função permaneceu por 15 anos como diretora na educação básica e está há 7 anos como diretora do CEADEH Centro de Estudos Avançados em Desenvolvimento Educacional e Humano (escola de formação continuada para educadores). Também atua há 11 anos em clínica como neuropsicopedagoga, neuropsicologa, psicopedagoga, psicomotricista e psicanalista, onde realiza diagnósticos para transtornos do neurodesenvolvimento como TEA, TDAH, TOD entre outros. Há 20 anos atua em estudos e desenvolvimento de políticas públicas.