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BULLYING - Como identificar se seu filho ou aluno está sofrendo com o grande mal que assombra nossas crianças e adolescentes



Bullying não é frescura! Bullying é uma agressão social que pode causar danos emocionais irreversíveis para quem sofre. Por isso, preste muita atenção em seus filhos e/ou alunos.

Você pode até dizer que no seu tempo (há 20, 30, 40...anos) você também teve apelidos e apelidou seus amigos. Mas, entenda os tempos são outros. As coisas mudam, a sociedade muda. E quando crianças e adolescentes cometem bullying, eles sabem que o fazem, pois querem ferir o outro.

COMO OCORRE O BULLYING DENTRO DA ESCOLA:

A agressão social ou bullying indireto é a forma mais comum em bullies, e é caracterizada por forçar a vítima ao isolamento social. Este isolamento é obtido através de uma vasta variedade de técnicas, que incluem:



  • Espalhar comentários;
  • Recusa em se socializar com a vítima;
  • Intimidar outras pessoas que desejam se socializar com a vítima;
  • Criticar o modo de vestir ou outros aspectos socialmente significativos (incluindo a etnia da vítima, religião, incapacidades, estereótipos etc).


  • O bullying pode ocorrer em situações envolvendo a escola ou faculdade/universidade; o local de trabalho; os vizinhos e até mesmo países. Qualquer que seja a situação, a estrutura de poder é tipicamente evidente entre o agressor (bully) e a vítima. Para aqueles fora do relacionamento, parece que o poder do agressor depende somente da percepção da vítima, que parece estar mais intimidada para oferecer alguma resistência. Todavia, a vítima geralmente tem motivos para temer o agressor ou agressores, devido às ameaças ou concretizações de violência física/verbal ou isolamento. 

    A legislação jurídica do estado de São Paulo define bullying como atitudes de violência física ou psicológica, que ocorrem sem motivação evidente praticadas contra pessoas com o objetivo de intimidá-las ou agredi-las, causando dor e angústia.

    Os atos de bullying configuram atos ilícitos, não porque não estão autorizados pelo nosso ordenamento jurídico, mas por desrespeitarem princípios constitucionais (ex: dignidade da pessoa humana) e o Código Civil, que determina que todo ato ilícito que cause dano a outrem gera o dever de indenizar. 

    Tipos de Bullying

    Os bullies usam principalmente uma combinação de intimidação e humilhação para atormentar os outros. Abaixo, alguns exemplos das técnicas de bullying:



  • Insultar a vítima; 
  • Acusar sistematicamente a vítima de não servir para nada;
  • Ataques físicos repetidos contra uma pessoa seja contra o corpo dela ou propriedade;
  • Interferir com a propriedade pessoal de uma pessoa, livros ou material escolar, roupas, etc, danificando-os;
  • Espalhar rumores negativos sobre a vítima;
  • Depreciar a vítima sem qualquer motivo;
  • Fazer com que a vítima faça o que ela não quer, ameaçando a vítima para seguir as ordens;
  • Colocar a vítima em situação problemática com alguém (geralmente, uma autoridade), ou conseguir uma ação disciplinar contra a vítima, por algo que ela não cometeu ou que foi exagerado pelo bully (por exemplo: castigos "didáticos");
  • Fazer comentários depreciativos sobre a família de uma pessoa (particularmente a mãe), sobre o local de moradia de alguém, aparência pessoal, orientação sexual, religião, etnia, nível de renda, nacionalidade ou qualquer outra inferioridade depreendida da qual o bully tenha tomado ciência;
  • Isolamento social da vítima;
  • Usar as tecnologias de informação para praticar o cyberbullying (criar páginas falsas sobre a vítima em sites de relacionamento, de publicação de fotos, etc);
  • Chantagem, expressões ameaçadoras, grafitagem depreciativa;
  • Usar de sarcasmo evidente para se passar por amigo (para alguém de fora) enquanto assegura o controle e a posição em relação à vítima (isto ocorre com frequência logo após o bully avaliar que a pessoa é uma "vítima perfeita");
  • Fazer que a vítima passe vergonha na frente de várias pessoas. 


  • Como identificar se seu filho ou aluno está sofrendo bullying na escola
    Crianças que sofrem bullying nem sempre conseguem contar aos pais, responsáveis, amigos e professores sobre o que está passando. Há alguns sinais, contudo, que servem de alerta. Confira 10 comportamentos aos quais todo pai e mãe devem estar atentos:
    1) Volta para casa da escola com roupas e pertences danificados: se o seu pequeno tem chegado em casa depois da aula com alguma peça de roupa rasgada ou com cadernos, mochilas e outros materiais estragados, fique alerta. E preste a atenção na explicação dele. Quanto mais simples e desconexa, mais provável será o fato de que ele está sofrendo bullying.
    2) Doenças frequentes: claro que crianças estão suscetíveis a ficarem doentes e com maior frequência que os adultos, mas quando regularmente elas reclamam de dores de cabeça e estômago, por exemplo, é preciso observar se ele não anda com problemas na escola. Ele pode estar tenso demais devido à preocupação com o bullying ou as dores podem ser resultado de alguma agressão.
    3) Mudança em seus hábitos alimentares: Seu filho passou a comer mais ou até compulsivamente? Tem pulado refeições ou rejeitado alimentos? Talvez esteja demasiadamente preocupado com o que fará em relação ao seu agressor no dia seguinte. Ele também pode estar voltando da aula com muita fome porque não tem lanchado.
    4) Dificuldade para dormir ou tem pesadelos: a preocupação com o que fará no dia seguinte em relação ao seu agressor pode deixar seu filho ansioso e com problemas para manter o sono.
    5) Desinteresse pela escola e queda nas notas: por conta da preocupação com o que irá enfrentar na escola, a criança pode começar a ter dificuldade de concentração. Isso resultará em queda de produtividade.
    6) Afastamento dos amigos:crianças sendo vítimas de bullying podem se afastar dos poucos amigos que têm por receio. Além disso, algumas crianças não querem ser vistas junto a alguém nessa situação.
    7) Baixa autoestima: por causa da agressão a criança pode se sentir diminuída e sem amparo. Na sequência ela pode buscar a fuga de casa e começar a se machucar, por exemplo.
    8) Medo generalizado: é como se um pânico tomasse conta da criança e ela passasse a ter medo de tudo o que envolva pessoas: ir para a escola, pegar o ônibus escolar, ir a clubes.
    9) Aparência triste: observe se seu filho tem andando chateado com mais frequência, choroso e até depressivo. Esta é uma maneira que ele tem de expressar sua dor, sem usar as palavras.
    10) Começa a atacar outras crianças: uma consequência do bullying é que a vítima pode começar a descontar em irmãos e amigos mais fracos, a dor que está sentindo. Elas se tornam agressivas e podem começar a ser desobedientes aos pais.


    MUITAS VEZES PENSAMOS NO BULLYING ENTRE CRIANÇAS DENTRO DA ESCOLA, MAS NESTE CONTEXTO, TAMBÉM PODE OCORRER O BULLYING PRATICADO POR PROFESSORES OU OUTROS AGENTES RESPONSÁVEIS PELA EDUCAÇÃO ESCOLAR.

    SE O BULLYING OCORRER POR ALUNOS E OS PROFESSORES E/OU A ESCOLA NÃO TOMAREM PROVIDENCIAS, ESTES SERÃO CÚMPLICES DOS AGRESSORES. 



    PRESTE ATENÇÃO!!!!
    A responsabilidade pela prática de atos de bullying pode se enquadrar também no Código de Defesa do Consumidor, tendo em vista que as escolas, públicas e privadas, prestam serviços aos consumidores e são responsáveis por atos de bullying que ocorram nesse contexto. Por isso, podem ser responsabilizadas a pagar indenizações. Inclusive, por se tratar de um tipo de agressão, processos contra bullying devem ser demandados judicialmente com base no código penal.

    Se você acha que a criança precisa de ajuda profissional procure um psicopedagogo ou psicologo. Pode ser que a criança e até mesmo o adolescente não consiga passar por isso sozinho e tenha a necessidade de uma ajuda profissional. 


    Agende uma consulta pelo Whatsapp 11 93215-1900. Consultório em Osasco: Rua Melvin Jones, 143 - Centro (próximo CPTM). Obs: também temos outros endereços.

    Consultas á partir de: R$ 100,00 para crianças e adolescentes / R$ 120,00 para adultos.



    Dra. Regiane Souza Neves - Tenho 42 anos, estou casada com o Jornalista Marcelo Neves há 20 anos, mãe de Bruno 18 anos e Allan 17 anos. Sou doutora e mestra em psicanálise, psicopedagoga e neuropsicopedagoga, especialista em educação, inclusão, legislação educacional, saúde mental e ciências políticas. Técnica em magistério público e comunicação social. Atuo há 25 anos na área da educação onde fui auxiliar de sala, professora, coordenadora e diretora, sendo que nesta última função permaneci por 19 anos. Também atuo há 10 anos na área de psicoterapia e análise comportamental e institucional. Estou devidamente cadastrada no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, para atuar como Perita Judicial e Extrajudicial, nas minhas áreas de conhecimento técnico-científico. Atualmente, coordeno e ministro aulas em programas de pós-graduação e, além de atender clinicamente como psicopedagoga, psicanalista e orientadora vocacional, também realizo consultoria educacional para várias instituições. Tenho 11 livros publicados com 56 selos de recomendações de importantes instituições. Realizo palestras, treinamentos, cursos, workshops, seminários, colóquios, conferências, mesas redondas e congressos. Desde 2013, sou mantenedora e diretora do CEADEH Centro de Estudos Avançados em Desenvolvimento Educacional e Humano. Fui presidente nacional da ABRAPEE Associação Brasileira de Profissionais e Especialistas em Educação, no período de 2013 à 2018. Dedico-me a causas sociais e me tornei Embaixadora no Brasil de uma campanha mundial, durante o período de 2015 à 2018. Desde 1998, trabalho com empoderamento feminino através de ações afirmativas, fomento de políticas públicas e formação política para mulheres, sou Cofundadora e Coordenadora Geral do Movimento Mulher Conquista Osasco. Durante o período de 2012 à 2018, fui membro do Fórum Nacional de Políticas Públicas para Mulheres e, membro do Fórum Nacional de Mulheres de Partidos Políticos da Presidência da República. Recebi 25 prêmios e homenagens nacionais e internacionais.

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