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Qualidade e veracidade dos diagnósticos e intervenções para o autismo (TEA)


Famílias, educadores e prestadores de serviços são constantemente bombardeados por uma enorme quantidade de informações confusas e muitas vezes conflitantes sobre os inúmeros tratamentos disponíveis para o AUTISMO. O National Standards Project - National Autism Center May Institute (Randolph-Massachusetts, Estados Unidos) está ajudando a reduzir a turbulência e a incerteza resultantes, abordando a necessidade de padrões de práticas baseadas em evidências e fornecendo diretrizes sobre como fazer escolhas sobre diagnóstico e intervenções.

Como é diagnosticado o TEA?

Não há exames médicos para diagnosticar o autismo, mas quando os pais se preocupam com os atrasos no desenvolvimento das crianças, eles devem consultar um médico. Ele ou ela pode descartar várias causas médicas em potencial, como problemas auditivos e visuais. Antes que uma criança possa ser diagnosticada, ela deve ser avaliada por um especialista em autismo. Essa pessoa pode ser um/uma psicóloga, psiquiatra, neuropsicopedagoga, neuropsicóloga, neurologista pediátrica ou pediatra, psicopedagoga ou neuropedagoga, no entanto não é qualquer profissional destes que é especializado no diagnóstico e tratamento de crianças com TEA, para ter um diagnóstico e um tratamento efetivo deve procurar um especialista neste assunto. As diretrizes de melhores práticas identificam os componentes a seguir de uma avaliação abrangente do diagnóstico do autismo:

CRIANÇAS E ADOLESCENTES
- Entrevista com pais ou responsáveis, entrevista com a escola;
- Revisão de registros médicos, psicológicos e / ou escolares relevantes;
- Avaliação cognitiva, psicomotora, psicolinguística de desenvolvimento;
- Observação direta do jogo, análise das habilidades sociais;
- Medição do funcionamento adaptativo;
- Análise das alterações sensoriais e dos comportamento repetitivos;
- Análise dos comportamentos disruptivos;
Entre outros de igual relevância para o diagnóstico.

ADULTOS
- Entrevista com a pessoa;
- Revisão de registros médicos, psicológicos e / ou escolares relevantes se houver;
- Análise das habilidades sociais, comunicação verbal e não verbal;
- Medição do funcionamento adaptativo;
- Análise das alterações sensoriais e dos comportamento repetitivos;
- Análise das crises e dos comportamentos disruptivos;
Entre outros de igual relevância para o diagnóstico.

Os critérios de diagnóstico de TEA são descritos pela American Psychiatric Association (APA) em seu Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-V). Profissionais qualificados fornecem esses diagnósticos quando os sintomas de TEA (interação social e comunicação social e comportamentos repetitivos) estão presentes em faixas inapropriadas para a idade e o nível de desenvolvimento da criança.

O TEA é diagnosticado quando todos esses sintomas estão presentes em algum grau. Um diagnóstico também inclui uma especificação de gravidade. Especificamente, profissionais qualificados usarão as informações coletadas durante a avaliação diagnóstica para indicar o nível de suporte que um indivíduo com TEA necessita; Nível 1 que requer suporte, Nível 2 que requer suporte substancial, Nível 3 que requer suporte muito substancial.

A intervenção ocorrerá de acordo com o diagnóstico e prognóstico, onde será desenvolvido um projeto terapêutico. O Projeto Terapêutico deverá ser minuciosamente traçado para que o autista possa encontrar qualidade de vida e desenvolvimento.

Objetivos do Projeto Terapêutico:

Objetivos gerais:
Promover melhor qualidade de vida, autonomia, independência e inserção social, escolar e laboral.

Objetivos específicos:
Identificar habilidades preservadas, potencialidades e preferências de cada paciente, bem como áreas comprometidas (o que, como, o quanto);
Compreender o funcionamento individual de cada paciente, respeitando seus limites e suas possibilidades de desenvolvimento;
Elaborar e desenvolver um programa individualizado de tratamento por meio da aprendizagem de novas habilidades, ampliando os repertórios de potencialidades e reduzindo comportamentos mal adaptativos ou disfuncionais;
Desenvolver ou melhorar as habilidades de autocuidado, propiciando maior autonomia;
Desenvolver habilidades sociais, com o objetivo de melhorar o repertório social dos pacientes para proporcionar interações sociais mais positivas. Quando necessário, desenvolver ou melhorar habilidades básicas de interações sociais, como, contato visual, responder a um cumprimento por gestos, etc;
Melhorar a qualidade do padrão de comunicação, seja verbal ou não verbal. Alguns recursos adicionais podem ser utilizados para possibilitar a comunicação, como o uso do PECS (Picture Exchange Communication System), que permite a comunicação por meio do uso de troca de figuras (para aprofundamento sobre este recurso);
Reduzir ou extinguir repertórios inadequados e comportamentos mal adaptativos, que dificultam a interação social ou aquisição de novas habilidades, como agitação psicomotora, comportamentos auto ou heteroagressivos e estereopias;
Realizar orientações frequentes aos familiares de modo a inseri-los no programa de tratamento, proporcionando novas situações de aprendizagem, não apenas durante as sessões, mas tendo estas pessoas como coterapeutas, reproduzindo as orientações recebidas e possibilitando a replicação dos comportamentos adequados em outros contextos. Terapia de casal pode ser muito importante para encontrar harmonia após o diagnóstico;
Orientar, de maneira uniformizada, os demais profissionais envolvidos, tanto de saúde como de educação, no cuidado e no manejo dos pacientes.


Fonte: National Autism Center May Institute
https://www.nationalautismcenter.org
https://www.facebook.com/NationalAutismCenteratMayInstitute



Dados da OMS Organização Mundial de Saúde prevê que há pelo menos 76 milhões de famílias com AUTISTAS no mundo e que desta quantidade pelo menos 2 milhões estão no Brasil. Segundo dados, para cada grupo de 59 crianças na faixa etária de 8 anos, há 1 com TEA (AUTISMO). E uma menina para cada quatro meninos.

Fonte: 4° Simpósio Nacional de Autismo.
Tema: Genética e Autismo - o que a ciência já descobriu.

Dra. Regiane Souza Neves
- Psicoterapêuta
- Neuropsicopedagoga
- Neuropsicóloga
- Psicopedagoga
- Psicanalista
- Psicomotricista
- Orientadora Vocacional e Profissional
- Diagnóstico e intervenção para os problemas emocionais, cognitivos e sociais que interferem na aprendizagem e comportamento
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